Páginas
- Início
- Gravidez, Parto e Pós-Parto
- Amamentação
- Maternidade Consciente
- Medicalização da vida
- Violência no parto
- Outros temas
- Pesquisa: Violência no parto
- Você quer um parto normal?
- BAZAR COISAS DE MÃE!
- A autora
- CAMISETINHAS e BODIES infantis!
- LIVROS! Gestação, parto, maternidade. AQUI TEM!
- CDs de músicas infantis! NOVIDADE!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
LA GONGA - HOJE, NO BLUES - NABBA
Tem gente que tá achando ainda que é brincadeira...
Então, pra gente não passar por mentiroso, li em cima vai a notinha que saiu hoje na CONTRACAPA do DC. Bobagem pouca é besteira...
Como se não bastassem as nabas da vida, hoje tem NABBA no Blues, uma versão, digamos, esquizo-psicodélica-alternativa-underground de ABBA.
Como a gente vai ter coragem?
Ah, fácil.
Já fizemos muuuuuuita coisa pior.... e nem tão engraçada assim.
LA GONGA - NO BLUES VELVET - 30/09 - 22 hs
Chico, Van, Li e Lili cantando ABBA.
VÂMO LÁ DAR UM APOIO MORAL!!
... pelo menos, será uma das únicas vezes na sua vida que você vai poder gritar NABBA! NABBA! QUEREMOS NABBA!, sem passar por um tarado....
terça-feira, 29 de setembro de 2009
... porque rir é MUITO bom! - La Gonga 2009
Porque nóis é tudo doido mesmo...
Porque nóis é tudo doido do bem.
Porque nada é tão bão como se divertir...
Porque nóis AMAMOS rir dos próprios vexames...
ENTÃO SIMBORA RIR JUNTO CONÓIS!!!
LA GONGA - NO BLUES VELVET - 30/09
Chico, Van, Li e Lili cantando ABBA.
PS: eu e minhas idéias estranhas... num sei quiquitáconticêno comigo. Ultimamente tô tendo cada idéia... Ui!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Sobre velocidade
"Direção é mais importante que velocidade"
- Clarice Lispector -
- Clarice Lispector -
SAP 1: Saber se o lugar pra onde se vai é seguro é mais importante do que controlar a velocidade da viagem...
SAP 2: Não importa se vai rápido ou se vai lento. O que realmente importa é saber se vale a pena ir...
Mas ninguém entende o que eu quero dizer, meu Deus!!!!!!!!!!
Até o Rubinho sabe que ir devagar não é sinônimo de sucesso, e mesmo assim ninguém me entende!!!
Até o Rubinho sabe que ir devagar não é sinônimo de sucesso, e mesmo assim ninguém me entende!!!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um pouco de doçura, só pra variar...
Eu tenho o hábito de ser ácida ou sarcástica.
Simplesmente pra encobrir um lado doce e sereno que - não sei quando nem porquê - um dia achei que precisava esconder pra parecer forte.
Mas hoje não.
Hoje quero a palavra doce e tranquila da Adélia Prado. E a palavra doce e tranquila da Cora Coralina.
Porque já tem muita acidez na vida...
E estou cansada dela...
Hoje vou citar essas escritoras porque elas são carinhosas e transbordam sentimento. Vou chamá-las porque sempre que as leio, me sinto tranquila. Porque suas palavras são claras, delicadas e doces. E clareza e delicadeza e uma boa dose de abraço faz bem até ao mais duro dos seres humanos. Elas não são ácidas, como o humor que normalmente gosto, não são sarcásticas, como a maioria das pessoas que admiro.
Hoje é dia de Cora e de Adélia porque hoje é dia de Lenita. E se é dia de Lenita, só pode ser dia de coisas boas. De coisas doces. Dia de Lenita é dia pra ser feliz. É dia de amor, de carinho, de amizade, de colo, de infância com arroz doce de sabão em pó, de coisas do contra-errado, de tiarinhas brancas caindo na testa, de friiiiiieeeeeends, de jogar quadros quando se acorda, de lelês e balagandãs, de "isso, aquilo, isso aquilo".
Hoje é dia de Cora e de Adélia porque hoje é dia de Lenita. E se é dia de Lenita, só pode ser dia de coisas boas. De coisas doces. Dia de Lenita é dia pra ser feliz. É dia de amor, de carinho, de amizade, de colo, de infância com arroz doce de sabão em pó, de coisas do contra-errado, de tiarinhas brancas caindo na testa, de friiiiiieeeeeends, de jogar quadros quando se acorda, de lelês e balagandãs, de "isso, aquilo, isso aquilo".
Dia de encaixe de pescoços, de abraços repletos de amor que só essa irmã sabe dar...
No início da semana eu escrevi por aí uma frase da Fernanda Young (ácida e sarcástica) dizendo "sou uma doente mental que acredita no que nos dizem".
Não. Não sou doente mental por isso... Apenas tenho a tendência de acreditar nos outros. E não quero mudar não. Pago o preço das consequencias. Sou forte pra isso. Acredito nas pessoas, paciência.
No início da semana eu escrevi por aí uma frase da Fernanda Young (ácida e sarcástica) dizendo "sou uma doente mental que acredita no que nos dizem".
Não. Não sou doente mental por isso... Apenas tenho a tendência de acreditar nos outros. E não quero mudar não. Pago o preço das consequencias. Sou forte pra isso. Acredito nas pessoas, paciência.
Tenho essa mania de acreditar que as pessoas são boas. Nem que seja bem no fundo. É mais forte do que eu.
E acho que são mesmo.
Seres humanos têm uma coisa, assim, que me fascina.
Vou seguir assim, acreditando nisso.
E hoje especialmente, porque hoje é dia de Lenita.
E, olha só que coisa boa, dia de Lenita é dia de terminar tese...
Terminou.
... e hoje quero dormir o sono de quem tem a sensação do dever cumprido.
E acho que são mesmo.
Seres humanos têm uma coisa, assim, que me fascina.
Vou seguir assim, acreditando nisso.
E hoje especialmente, porque hoje é dia de Lenita.
E, olha só que coisa boa, dia de Lenita é dia de terminar tese...
Terminou.
... e hoje quero dormir o sono de quem tem a sensação do dever cumprido.
"Deixe em paz meu coração...", já dizia o Chico. Que ele é um pote até aqui de mágoa...
Quero dormir tranquila. Com a tranquilidade de quem sabe que as coisas podem não ser perfeitas, mas que tudo bem... uma hora se acertam. Expurgo as coisas que ainda não compreendo de dentro de mim e vou dormir tranquila. Um dia, quem sabe, eu as entenda.
Então, que venham as escritoras...
A Serenata (Adélia Prado)
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele virá com a boca e mão incríveis
tocar flauta no jardin.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela,se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
Aninha e suas pedras (Cora Coralina)
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Escrito em 20 de setembro de 2009, dia de Lenita. E de fim de tese.)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
"As vozes" de cada um

Não.
Não fiquei louca.
Pelo menos não oficialmente...
Também ainda não estou ouvindo vozes.
Mas quase...
Porque é exatamente essa a sensação.
Neste final de tese, o trabalho tem tomado cada segundo dos meus pensamentos.
Bom isso.
E ruim isso...
Mesmo entre amigos e em um bom papo, ele está lá, como uma presença invisível ao meu lado.
Como um fantasma - nada - camarada.
Normal isso, eu acho. Pelo menos todos que conheço que já passaram por um final de doutorado dizem a mesma coisa...
Por mais que você tire umas horas para o descanso, para si mesma, pra relaxar, ele está ali do seu lado ou, pior, dentro da sua cabeça. Da sua cabeça que já é meio confusa...
Em alguns momentos parece mesmo uma voz, uma irritante e inconveniente voz, dizendo pra você que você não escreveu tudo o que precisava, que a conclusão que tirou no segundo parágrafo da página 123 pode ser meio precipitada, que o parágrafo não está em 2,5, que a Figura X1 tal não está tão definida, que você não tinha nada que estar sorrindo com os amigos, que tinha que estar discutindo o porquê da hipertermia induzida por estresse ser um modelo confiável de ansiedade, porque drogas benzodiazepínicas impedem a sua ocorrência, porque o extrato tal agiu de tal forma e qual o composto que existe ali dentro age via serotonina - a tal serotonina - e não sobre a noradrenalina e que o flumazenil, ah! o flumazenil, ele não bloqueou o efeito da coisa... um inferno.
Uma loucura mesmo.
Tem que estar REALMENTE muito preparada pra uma coisa dessas...
No início foi muito difícil aprender a conviver com essa presença, mas agora... Ah, agora... tá mais difícil ainda. Taí uma coisa difícil de se acostumar.
Bom, o fato é que minha vida tem girado em torno disso, de forma que outros assuntos "resolveram se resolver" sozinhos. Incrível isso... uma hora vou parar pra pensar mais nesse assunto e tentar entender o que aconteceu.
Mas muitos nós se desfizeram sem minha participação ativa, acho que numa tentativa da vida de diminuir as fontes de tensão e de me ajudar no foco. Não funcionou muito não mas, tudo bem.
Bom, ainda não estou conseguindo escrever muito sobre outros assuntos porque girei a chave pro lado profissional e estou nessa sintonia.
Mas essa será a última semana... pelo menos, é o que espero.
Aliás, nessa semana provavelmente estarei em modo "sobressalto-acústico-potencializado-pelo-medo" que, pra quem não conhece, é um modelo experimental de ansiedade.
Portanto, muito cuidado com o andor que o santo é de barro.
O menor barulhinho, o menor imprevisto, pode produzir respostas muito maiores...
Semana de respostas, de definições, de inícios, de finalizações...
Vai, coraçãozinho véio de guerra, aguenta mais um pouco...
Depois de 2 anos, o coraçãozinho voltou a ter arritmia.
Acompanhada de uma leve falta de ar...
Se eu não tivesse escrito uma dissertação de mestrado sobre isso, há alguns anos atrás, até poderia me dar ao luxo de fingir que não sei que é uma crise de ansiedade.
Mas nem isso...
E essa insônia? Básica. Típica de quem está esperando uma resposta. Um resultado.
E é exatamente esse o caso: uma resposta que vai decidir meu futuro imediato.
Achei que passaria incólume mas... não. Tá aqui mandando brasa.
Bom, mas como tudo nessa minha louca vida tem funcionado na base da sincronicidade, hoje chegou um e-mail bastante gentil de uma jornalista solicitanto uma entrevista sobre um tema muito interessante: Esquizofrenia.
Muito apropriado para o momento.
Nesses anos de pesquisas em neurociência, embora tenha me dedicado mais a estudar as bases neurobiológicas dos distúrbios de ansiedade e de depressão, os mecanismos da esquizofrenia sempre me despertaram muito interesse, de forma que, informalmente e por uma decisão pessoal, tenho dedicado meu tempo a estudá-la também. Simplesmente por ser o transtorno psiquiátrico mais incapacitante e que mais sofrimento gera, tanto para o próprio paciente quanto para seus familiares. Já produzi algum material sobre isso e, sem planejamento prévio, um desses materiais caiu na rede após um curso que ministrei em julho e, desde então, algumas pessoas vem entrando em contato comigo pedindo outras informações.
E confesso que pretendo, um dia, se tudo der certo, estudar mais a fundo as bases neurobiológicas da esquizofrenia. Mas ainda não é o meu foco de atenção.
Enfim...
Brincadeiras à parte, uma das perguntas que me foram feitas despertou em mim uma certa surpresa, principalmente em função de conversas recentes, com diferentes pessoas, em torno do tema "como tem louco no mundo". Ela me perguntou se essa poderia ser considerada uma doença da "modernidade"... Puxa vida...
De imediato, e sem entrar em maiores detalhes, já digo: não. Não pode.
Mas já imagino o que a levou a fazer essa pergunta...
E até que não me espanto...
Infelizmente.
Mas isso dá um outro texto.
Ou uma boa conversa com amigos.
De médico e louco todo mundo sempre teve um pouco.
Ultimamente, mais de louco e menos de médico...
Enquanto for "um pouco", tá tudo sob controle.
PS: pra quem quiser mais informações sobre Esquizofrenia, disponibilizo um materialzinho bacaninha. Clique aqui. E aproveita enquanto é de graça, hehehehe
Assinar:
Postagens (Atom)