terça-feira, 30 de março de 2010

Clara, que é perfeita!

Quando a gente vira gente autopensante, autolimpante e autoignorante, vira hábito dizer: "Não sou perfeito, ninguém é perfeito!", pra justificar algumas cagadinhas. Desculpa gente, mas tá errado isso aí. Tem gente perfeita sim, senhor!
É claro que tem!
Clara é PER-FEI-TA.

Não é corujice de mãe, não. É constatação médica, dada pelo exame de ultrassonografia morfológica que fizemos dia 30 de março, terça-feira. Aquele mesmo, que me fez perder o sono e a calma dois dias antes, pensando se minha filhinha seria perfeitinha ou não... Quem nunca?
O exame foi feito por um médico muito bom, que me fez sair da sala tranquila e confiante, sem qualquer tipo de terrorismo. O nome dele: Dr. Ricardo de Assis... Aquelas coincidências que parecem acontecer pra deixar a história mais interessante - como se a história da concepção e gestação da Clara fosse pouco interessante já...
Começou pelo crânio, e tava tudo lá, lindo e perfeito: tálamo, hipotálamo, cerebelo, dois hemisférios simétricos, caixa craniana íntegra. Depois vieram as órbitas oculares, a distância entre os olhinhos, o osso nasal, tudo certinho tudo lindo. Coração com 4 cavidades perfeitinhas - que deixou o papai bem mais tranquilo, porque ele estava com medo disso - com os ventrículos bem separadinhos pelo septo. Valvulinhas funcionantes e bem sincronizadas. Coração lindo da mãe...
Estômago, rins, bexiga, tudo direitinho. Coluna vertebral íntegra, única, sem alterações. Assim como o palato, sem fenda, tudo lindo e íntegro. Pedimos pro médico contar todos os dedinhos - não sei o que acontece, que todo mundo da família tem coisa com o número de dedos. Contar o número foi recomendação do papai, da mamãe, da vovó e da madrinha... Mas tava lá, nada a mais, nada a menos: 5 dedinhos minusculinhos em cada mãozinha e pezinho. Quem nunca também?

Ok, um adendo. Dizer "pezinho" não está certo. Ela tem um pezão gigantesco. Mas, pensando bem, não é tão gigantesco assim, se considerarmos todo o tamanho da nossa filha. Ela tem 5 meses e meio aqui dentro da minha barriga. Era para ter 20 cm e 450 gramas - digo, essas seriam medidas médias. Mas Clara tem 29 cm!! E 550 gramas!! Grandona. Talvez por isso eu esteja com essa barriga enorme, aos quase 6 meses de gestação.

A realização desse ultrassom foi de enorme, enorme, emoção. Eu deitada, médico do lado direito, papai do lado esquerdo e tela na minha frente. E a gente lá, medindo até o perispírito da Clarinha.
E aí eis um momento que, depois de declarada sua perfeição anatômica e fisiológica, pra mim teve maior significado: eis que o médico aponta o rostinho dela... "Olha ela ali: narizinho, boquinha e queixinho, com o bracinho em cima dos olhinhos". Que momento! Daqueles que vão ficar pra sempre tatuados em você, sabe?
O pai da Clara levanta da cadeira, vai até a tela e diz, empolgado: "Olha aquele narizinho! Agora olha esse narizinho (e aponta o meu). Olha aquela bocona, agora olha essa bocona (apontando para a minha). Olha aquele queixo, gente! Agora olha esse (o meu): mas é você ali!" Foi quando me dei conta mesmo... ela se parece comigo... Naquela hora eu não chorei não, daqueles choros que a gente chora. Mas meus olhos se encheram de água, foi um choro interior. Minha filha se parece comigo... Quando eu conto pras pessoas, todo mundo acha que é maluquice de mãe de primeira viagem. Mas aí eu mostro as fotinhos do ultrassom e todo mundo concorda admirado.

Clara tem um narizinho desse meu assim, arrebitado, com jeito de gente que finge que é nojentinha, sabe? E a boca... O que é aquela boca?! É bocona larga como a minha! E com os bracinhos nos olhinhos, fazendo suspense sobre se vai ter esses meus olhinhos puxados ou os olhos redondos do papai.

Toda mãe deve dizer isso, toda mãe. Mas Clara é coisa mais linda. É coisa linda demais.

Outras informações também me deixaram muito, muito satisfeitas: está descartada a possibilidade de pré-eclampsia e eu tenho bastante líquido aqui dentro do meu útero, o que dá indícios muito bons sobre esses últimos 3 meses de gravidez, o que também leva a crer que vai dar tudo certo para o parto domiciliar! E vâmo que vâmo! Crescer para a frente, e avante!

Eu já recebi um monte de e-mails perguntando sobre o ultrassom desde que o fiz e mais um monte de amigo já me telefonou pra perguntar: e aí, minha filha? Cadê notícias da Clara, que você não postou?!
Então selecionei as melhores imagens, que dão uma ideia melhor de como ela está.

Então tá. Com vocês, ela.


Clara e seu perfilzinho.

Aqui, Clarinha de perfil e boquinha aberta. Ela abriu e fechou a boca muitas vezes durante o ultrassom, para deleite da plateia.

Essa é a que eu mais gosto: rostinho da Clarinha de frente. Bracinho escondendo os olhinhos, narizinho, bocona e queixinho.


Pernona e pezinho da mamãe!


Sim, pefeita.
Posso dormir tranquila agora...

Ela vem chegando... e feliz vou esperando. A espera é difícil. Mas eu espero sonhando. Pois um amor é uma rosa. Uma rosa é uma flor. É um amor essa menina. Essa menina é o meu amor...

Babies - O documentário

Como eu não estou conseguindo estudar mesmo hoje, vim aqui compartilhar um vídeo lindo.
É o trailler de um documentário que acompanhou a vida de 4 bebês durante 1 ano, em 4 lugares diferentes do mundo.
Se o trailler é assim, imagina o filme!
Se alguém descobrir quando chega ao Brasil, por favor, me avise!

Esse blog é mesmo sobre variedades de uma mente intensa, embora eu esteja postando a maior parte das coisas sobre a Clara e demais bebês...

Mas porque será né?

Lá vai o filme!

video
Quem quiser assistir via YouTube, também pode clicar aqui.


"Um bebê é a opinião de Deus de que o mundo deve continuar" (Carl Sandberg)

ou, para ateus, é apenas a união aleatória de um espermatozóide com um óvulo.

A bióloga espiritualista aqui confessa que prefere crer na primeira opção... embora a segunda seja realmente necessária.

Dor de barriga antecipatória aguda

Daqui há 3 horas, eu farei a ultrassonografia morfológica da minha pretinha, pra ver se está tudo bem com ela, se ela é perfeitinha, se tá tudo no seu devido lugarzinho.
Embora o pai dela tenha acordado feliz e saltitante, dizendo que a Clara passou até batom pra ver a gente hoje, sei que ele também está nervoso...
Como eu.
Porra, que nervoso que dá esse negócio... Com o perdão do palavrão.
Daqui a pouco eu vou ali pro banheiro do departamento, falar um monte de palavrão, pra ver se relaxo.

Logo eu volto pra contar como foi.

Tô aqui fazendo a lista do que vou perguntar pro médico. Coitado dele...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Licença nada poética para ser humana

Ter uma personalidade naturalmente alegre e extrovertida te traz uma responsabilidade, e uma cobrança, por vezes insuportável: você adquire o dever social de estar sempre feliz, sorrindo, disposta a conversar. Mesmo quando está passando por problemas...
Estar grávida aumenta essa cobrança. As pessoas esquecem que você tem uma imensa variedade de sentimentos inerentes à condição humana dentro de si além da imensa alegria da maternidade. E você passa a ser vista como um robô que deve estar sempre sorrindo e agradecendo a maravilhosa oportunidade de estar grávida.
Agradeço a maravilhosa e indescritível experiência de estar grávida. Todos os dias. Do momento que acordo ao momento que vou dormir. Principalmente por ter lutado tanto no início da gravidez para segurar a minha filha. Mas me dou o direito de entrar em contato com minha parte humana não-gravídica e vivenciar os sentimentos que de mim brotam.
E hoje estou profundamente triste, com vontade de descer do mundo mesmo sem ele parar, cansada, exausta, e tendo que girar o motor com cada vez mais força e cada vez menos combustível. Tenho trabalhado horas, mesmo contra a baixa produtividade cerebral, para investir num futuro que parece que não chega... Tenho ido ao banheiro chorar de tempos em tempos porque não estou aguentando muito hoje. E se alguém me vê com os olhos marejados já pergunta: "Tás chorando, guria?! Mas por que? Você tá grávida, não pode ficar assim..."
Se realmente não pudéssemos, nossa fisiologia natural não nos predisporia ao choro fácil justamente no momento da gestação... E enquanto estamos grávidas, o mundo tá acontecendo, a conta tá vencendo, outras já venceram faz tempo, o mercado de trabalho está se atualizando, seus concorrentes não-grávidos estão se preparando, seu desemprego é gritante e a quantidade de trabalho não diminui na mesma proporção do seu saldo bancário. As pessoas te cobram bom humor, tranquilidade, estado de espírito sublime pela gravidez, berço comprado, chá de bebê organizado, projeto entregue, pontualidade, planejamento, compreensão para com os outros, delicadeza, tudo junto, e você não faz nem idéia de como vai resolver um problema inadiável na semana que vem que, até agora, três dias antes da semana que vem, está sem solução.
Tem que ter fé, esperança, ser positiva, ter calma, tranquilidade, dormir bem, comer bem, ser inteligente, prestativa, esperta, solidária, companheira, esquecer que, na sua área, "if you´re not good, you´re food", quando tudo o que você quer é desaparecer... já que os problemas, ao contrário disso, só aumentam.
"Mas você está grávida e sua filha não pode sentir isso". As outras pessoas nem precisam te dizer isso, como dizem, porque sua consciência te buzina isso toda hora. Então, além de tudo, vem a culpa.
Então hoje eu digo que estou sim grávida, mas estou, sim, triste. Tenho muitos motivos para estar, embora esteja grávida e feliz pela gravidez. Estou triste e quero ficar sozinha comigo mesma. Estou sem humor, sem paciência, exausta, com dor nas costas e na cabeça, com azia, com problemas acumulados, ansiosa, tendo que estudar sem conseguir muito, com medo dos concursos e do futuro, sem saber nem como vou até lá fazer as provas.
Então hoje, na minha porta, está: NÃO ESTOU. NÃO SEI QUANDO VOLTO.
... embora seja muito provável que eu volte amanhã mesmo, em função daquela característica de personalidade que mencionei lá em cima... Mas enquanto isso, não adianta tocar a campainha. Eu não estou. E a paciência saiu também, junto comigo.

(eu fico pensando o que será que estava vivendo e sentindo o Augusto dos Anjos quando escreveu "Poema Negro"... Ele começa o poema com a frase "Para iludir minha desgraça, estudo". Você vai lendo e se sentindo mal, pensando que o cara é um exagerado, um dramático, um doente mental das catacumbas do lado negro da força. Aí vai lendo... até que chega na última estrofe, em que ele diz "Ao terminar este sentido poema / Onde vazei a minha dor suprema / Tenho os olhos em lágrimas imersos... / Rola-me na cabeça o cérebro oco. / Por ventura, meu Deus, estarei louco?! / Daqui por diante não farei mais versos." e percebe que ele devia estar, , muito triste e sem esperança naquele dia...)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sobre mulheres, flores e seus frutos

Escrito em 22 de março...

Hoje, 22 de março, eu gostaria de ter uma flor em mãos... Uma flor não, um buquê delas. Mas não qualquer flor. Uma bem especial. Bem específica. De uma família botânica cujas flores são polinizadas por mamangavas. Só por mamangavas, que são aqueles insetões grandes e pretos, que mais parecem um besourão (as abelhas comuns não conseguem polinizar essas flores...)
São flores de uma espécie que tem um crescimento vigoroso e contínuo. E que não frutifica em condições de baixa temperatura - isso é importante... Quando as flores dessa espécie se tornam frutos, é uma festa! E, geralmente, quando uma planta desta espécie dá frutos, a planta vizinha também frutifica... Vai ver que são plantas companheiras... E são mesmo, porque possuem gavinhas que as ajudam a se fixar e a se apoiar. Uma à outra, quando é necessário... São plantas fortes. Seus frutos são muito apreciados e esperados com ansiedade por quem as cultiva. E suas flores são lindas! Dizem que são as flores da paixão...
O próprio nome já diz: são as Passifloras.
E eu queria agora ter um monte dessas flores, num arranjo bem bonito.
Com um cartão, no qual eu escreveria: "Minha amiga querida! Depois das flores, vêm os frutos, e agora é a nossa hora. Porque depois de todo trabalho, tem sempre a hora da alegria. E estou ainda mais feliz agora! A vida nos deu a incrível oportunidade de compartilharmos um doutorado. Agora não seria diferente... Temos um trabalho muito mais profundo pela frente. A vida, agora, nos dá a oportunidade de compartilharmos essa experiência! Estamos juntas de novo!  Estou muito feliz por você, minha amiga querida. E a Clara está muito feliz também! Porque ela agora tem uma turminha...
Não vejo a hora de te dar um abração! Beijo, de uma amiga maracujeira para outra amiga maracujeira!"


Minha grande amiga Silvana está grávida!!

Eu disse: os alquimistas estão chegando! Estão chegando os alquimistas!

Vestida de bolinha


Agora, pra onde quer que eu vá, estou sempre vestida de bolinha!


quarta-feira, 24 de março de 2010

"Parto não é pra qualquer homem"

Ontem eu e meu namorado fomos ao Consultão do Hanami.
Explico: o Hanami é um grupo que realiza partos domiciliares planejados aqui em Florianópolis. É formado por um grupo de enfermeiras especialistas no assunto e que trabalham com isso já há muitos anos.
Eu conheci o trabalho delas depois do nascimento do Caetano, filho da minha amiga Sheila, criança incrível que nasceu no apartamento deles, com toda a assistência das meninas do Hanami.
Eu sei que hoje em dia essa não é uma idéia muito bem aceita pela grande maioria das pessoas.
E, pessoalmente, não estou tendo o apoio de muita gente não (o que, pra mim, também não interefe muito, já que as pessoas tendem mesmo a ter "aquela velha opinião formada sobre tudo", às vezes sem nem conhecer... Enquanto "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante"...)
A grande maioria tende a associar esse momento a dor, sofrimento, sangue e - paradoxalmente - a ameaça de morte.
Mas eu não vejo assim não... Vejo como um momento riquíssimo, talvez o mais espiritual de uma vida: a hora de receber uma pessoa que foi confiada a você, com amor, com calor e com afeto.
Mas entendo que as pessoas rejeitem a idéia de ter o bebê em casa...
Meu namorado mesmo estava meio apavorado com a idéia, depois que eu disse que queria ter a Clara em casa.
Mas, para minha alegria, ele saiu bem feliz ontem da reunião!
E eu, mais tranquila ainda...
A palestra foi sensacional! Não só pelas informações sobre o parto domiciliar, mas também por todas as informações adicionais sobre o momento do parto e a importância da família nessa hora...
Chame de família qualquer tipo de apoio que vc receba: família biológica, amigos queridos, seja lá qual for a sua família.
Elas fazem o parto domiciliar planejado, ou atuam como base de apoio ao parto humanizado nas instituições. Mas somente de grávidas de baixo risco (gestantes com uma gravidez saudável, sem pressão alta ou diabetes gestacional, com bebê único e saudável).
Então é isso: se tudo continuar como está, eu e Clara bem de saúde, fortonas, há uma imensa chance da Clarinha nascer lá em casa!
Quero dizer: se depender de mim, a Clara vai nascer em casa, comigo, com o papai, com alguém da família que quiser participar e com as meninas do Hanami.
Só não será assim se a Clarinha decidir diferente: aí eu vou pra onde ela quiser...
Afinal, é a chegada dela no mundo né? Ela que decidirá como será a sua reestréia...
Lá na palestra, o papai da Clara fez uma pergunta muito importante: como deve ser a postura do pai nesse momento de parto em casa, de forma que ele seja realmente companheiro, parceiro e ajude a mãe?
A resposta delas foi ótima, mas confesso que foi a pergunta que teve mais impacto sobre mim... É aquele lance: às vezes, não importa a resposta que se tem e, sim, a pergunta que se faz...
Mas uma coisa que a Iara, que conduziu a palestra, disse e que não vou esquecer porque adorei, embora pareça óbvio, foi:

"Parto não é pra qualquer homem"

Não... não é mesmo...

E não estou falando de Thomas Beatie nem de qualquer bizarrice similar.

Estou falando de coisa muito mais séria.

Então é isso: se tudo der certo, em julho nossa cria vai nascer lá na casinha dela: quentinha, gordinha, perto de quem a ama e pelas mãos da equipe do Hanami. Uma sugestão bacana: conheça o trabalho delas, é muito bonito. É só clicar aqui!

(A linda foto lá de cima é de autoria de Patricia Brazoloto, e está no www.patriciabrazoloto.blogspot.com)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mediunidade futurística

Adivinha quem é?
Olha ozóinhos puxados, o nariz arrebitado e a bocona.
Vc tem uma chance para acertar.
Essa foto veio por mediunidade futurística, dos idos de 2014...

(Hoje eu simpolguei... Acho que é saudade de ver a minha filha no ultrassom...)

quarta-feira, 17 de março de 2010

A primeira vez a gente nunca esquece

Eu não sou assim muito quietinha. Sempre que pude, sacolejava por aí. Sempre que posso, continuo sacolejando. Não tenho medo de muitas coisas - bom, pelo menos antes de ficar grávida. Já subi em antena de tv, já andei de moto no meio do temporal, já mergulhei em lugar que tem tubarão (ahá, essa parece mentira...), já fiz estágio em zoológico, dando comida para os animais, caí de moto e quebrei uma costela, já fiz muita coisa maluca. Mas, na vida inteira, embora esteja agora com o joelho meio vesgo, nunca tomei um pontinho sequer. Nenhum ponto. E morro de medo de tomar ponto. Acho que é também por isso que quero encarar o parto normal (entre outros motivos mais importantes): porque não quero tomar ponto. Ficar em hospital então, pufffff, nunca tinha ficado na vida. Aliás, detesto hospital. O que deve ser uma coisa comum, porque não deve ter gente por aí amando ficar em hospital - gente boa da cabeça, eu quero dizer...
Eu D-E-T-E-S-T-O hospital. Clínica, hospital, qualquer coisa que lembre a remota possibilidade de ter um problema de saúde.
Mas, como tudo na vida tem sua primeira vez (frasezinha lazarenta...), fui internada pela primeira vez. Credo... Não quero mais, não gostei da brincadeira. Sábado passado acordei super bem. Em questão de 1 hora, estava com um febrão louco, calafrios e dores horrorosas pelo corpo - inclusive no abdome. Corremos para o hospital e lá fui eu pra internação.
Não tenho muito, quer dizer, nada do que reclamar. Hoje faço parte da ínfima minoria dos brasileiros que tem acesso à saúde, por ser privada. Mas só hoje também, porque há pouco tempo também não possuía assistência particular à saúde. Então estive internada em um bom lugar, com um ótimo atendimento, de forma a minimizar o horror que tenho de hospital e afins.
Bom, o motivo: infecção urinária que, em grávidas, toma uma proporção maior e pode virar uma infecção renal, além de poder induzir ao parto prematuro e, como disse o excelente médico que me atendeu (Dr. Luis Henrique), se eu tivesse um parto prematuro agora, a Clarinha não teria nem chance. Um adendo: é com muito felicidade, muita mesmo, que tenho recebido e-mails de pessoas que encontraram o blog em buscas pela internet e acabaram lendo e acompanhando. Fico super feliz com as mensagens, nossa! Tudo começou como uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo.... hehehehe. Três mensagens nessa semana me deixaram mais feliz ainda: mulheres grávidas como yo, dizendo que adoravam os textos acadêmicos que eu anexava aqui e que, por lerem meus depoimentos, estavam se animando em montar um registro pros seus bebês, mais ou menos isso... Ai que feliz! Bom, então nesse espírito, e sabendo que esse negócio de infecção urinária é mesmo muito comum na gestação, e SÉRIO, vai aqui um artigo sobre infecção urinária na gravidez, é só clicar aqui. A minha infecção foi por E. coli, uma bactéria comum no trato gastrointestinal, mas que durante a gravidez, já que ocorrem muitas modificações no organismo, ela acaba predispondo à infecção, sintomática ou não. É bem comum mesmo, tanto que, nesse artigo, 75,8% das infecções identificadas nas grávidas monitoradas foram em função da presença desse serzinho aí...

Bom, fiquei esses dias lá no hospital, esperando a melhora, que graças a Deus veio logo... Fiquei de sábado à segunda a noite internada, mas tive alta e estou melhor, de volta à ativa.
E, melhor, Clara está ótima. Tá aqui, chutando meu baço enquanto escrevo, hehehehe
Agora estou tomando antibióticos ainda e tomando litros e litros de água por dia, coisa que, realmente, não tinha muito o hábito de fazer.
Aí ontem fomos na médica, para mais uma consulta do pré-natal.
Mamãe e filhinha supimpas!!
E o papai batedo fotos, achando que a imprensa havia sido convocada... Mas vale a pena porque, assim, como ele mesmo disse, a gente documenta tudo pra Clarinha...
Coração da Clara: 152 batimentos por minuto! Super forçudo! A extra-sístole se foi, não teve nem chance pra ela, que é uma bebezona fortona!
Mamãe também engordou, aháá! Nada assim taaaaanto também, venhamos e convenhamos, considerando a estrutura óssea dessa que vos escreve. 7 quilos desde o início da gravidez (1 e meio a mais do que os médicos dizem ser necessário, o que eu também não concordo tanto, porque cada mulher tem um organismo diferente... 1 quilo por mês para uma magrelinha miúda que pese 50 quilos é uma coisa. 1 quilo por mês para uma grandona, de estrutura óssea larga e tal, é bem outra...). Mas nem tomei muita bronca da dotôrinha (aliás, mais uma babada pra minha médica, show de bola! Ô que querida que ela é... Explica tudo, com embasamento científico - adoro quando ela começa "Estudos indicam que tantos por cento disso...." - me tranquiliza, diz a real de tudo e ainda - para admiração geral da galera - discute o comportamento da dirigente do Flamengo com o pai da Clara! Ahhh, fala sério? Ela é show demais... nem me importo de esperar 2 horas pra ser atendida por ela, vale a pena...).
Bom, quê mais?
Ah, sim.
Mamãe não tem anemia nem qualquer coisa ruim... Tá bem de saúde, é só terminar de curar essa infecçãozinha. E tomar uma vitamininha C pra dar um up no sistema imunológico e vâmo que vâmo.
Bom, essas são as atualizações do Fabuloso Mundo de Clara, que também é o meu fabuloso, incrível e surpreendente mundo. Clara tá aqui chutando, dando uns cutucões na mãe enquanto eu escrevo.
Talvez mostrando pra todo mundo que ela também participa, ativamente, do blog!

No espírito do "registrando o Fabuloso Mundo de Clara", fotinhos pra gente!

Aqui, Dra. Ju tentando ouvir o coração da Clara. Ai, esse momento é mais tenso que os segundos que antecedem a cobrança de pênalti em final de Copa do Mundo... Mas depois, é uma alegria infinita...




E aqui, o papai registrando a cara da gordinha tentando ouvir o coração da filha!




Esse mundo de Clara é mesmo fabuloso...
(PS: minha mãe fez uma correção no texto... disse que eu já fiquei internada sim, quando era pequena, muitas vezes. Bom, eu não me lembro mesmo. Essa informação ficou armazenada na área do véio alemão, o Alzheimer, vai ver...)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tchau Glauco!

Sou fã dele há milianos.
Fiquei muito, muito triste com sua morte, ocorrida de ontem para hoje.
E podem esperar: vem aí um certo balacobaco em função do seu assassinato.
Aparentemente, Glauco foi assassinado por um membro da igreja por ele dirigida, vinculada ao Santo Daime, em um surto psicótico. O assassino dizia ser Jesus e queria que Glauco o acompanhasse até a casa de sua mãe, para que ela acreditasse que seu filho era mesmo Cristo reencarnado.
Claro que agora já tem muita gente associando o evento aos efeitos psicotrópicos da bebida ritualística utilizada no Santo Daime, que é feita a partir de duas espécies vegetais, a Banisteriopsis caapi e a Psychotria viridis que, juntas, podem produzir efeitos sobre a mente humana. Só hoje a tarde, 6 pessoas me falaram algo sobre isso... "Ó lá o que dá essas coisas..."
Alto lá, pessoal. Antes de falar, certifique-se de que sabe do que está falando. Do contrário, melhor não.
Até onde se sabe atualmente, as plantas psicoativas não são capazes de produzir crises psicóticas em indivíduos sãos. Elas podem induzir alucinações, mas não crises psicóticas propriamente ditas. Mas podem predispor, realmente, crises em pessoas que já sofrem de transtornos psiquiátricos. A questão é: nem todo mundo sabe que sofre desses transtornos, o que se torna um risco em potencial. Mas dizer que psicoativo gera crise psicótica, não, tá? Não mesmo.
É muita especulação associar a crise do assassino aos efeitos do Daime.
Tem muito estudo sério sobre isso já publicado, feito por gente muito boa e de grande credibilidade, não dá pra especular. É bem melhor ler sobre o assunto antes.
Eu tenho um livro já escrito sobre Plantas Psicoativas, que ainda não consegui ir atrás das burocracias para publicar, mas que já inspirou a elaboração de um material didático que está atualmente em uso por um site brasileiro, com minha autorização. Nesse livro, há um capítulo sobre plantas importantes para religiões ritualísticas. Isso significa que li muito a respeito, não sou propriamente leiga no assunto. Posso dizer: ninguém tem crise psicótica APENAS porque fez uso do extrato de tal ou tal planta.
O mais polêmico de toda essa triste situação envolvendo a morte do grande Glauco é que no dia 25 de janeiro deste ano o governo brasileiro oficializou o uso da ayahuasca (bebida utilizada no Daime) para fins ritualísticos e religiosos. E agora virá muito blá blá blá a respeito da liberação...
Sou realmente uma apaixonada pelos estudos sobre os efeitos dessas substâncias no cérebro, gosto de estudar como agem do ponto de vista neurobiológico para entender como o próprio cérebro funciona. Estudei isso na graduação, no meu mestrado e também no doutorado. E é justamente por isso que me sinto desconfortável quando ouço especulações a esse respeito. Sempre é bom saber do que se está falando antes. Por isso, aqui vai um artigo interessante sobre o tema: uma avaliação de risco do uso ritual da ayahuasca (clique aqui para lê-lo). Aqui vai também o link para uma dissertação de mestrado defendida no Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Brasília também bastante interessante, de autoria de Rafael Guimarães dos Santos e que é livremente encontrada na internet (clique aqui para acessar a dissertação).

O fato é: Glauco morreu e com ele se foi um grande talento.
Quem é um pouco, só um pouco sensível, fica bem triste por isso...
Geraldão, Geraldinho, Dona Marta e Casal Neuras, meus personagens favoritos, vão ficar. Mas se foi um grande talento, mais uma vítima da violência. Se a violência foi fruto, direto ou indireto, do uso de plantas psicoativas, não é possível saber. Mas que foi fruto da ignorância, com toda a certeza. É o que eu sempre digo: a pior droga, mais viciante, mais devastadora e totalmente voluntária é a ignorância.


Tchau Glauco!

Psicografa um Geraldão pra nóis daí!

Coisa com surpresa dentro



Tá todo mundo dando nomezinhos carinhosos para mim e minha barriga.
Ontem, Livia, minha irmã, que será tia dupla, disse que eu era um Kinder Ovo. Com surpresa dentro e enriquecido com leite. Quase me morri....
E hoje, eu ouvi de uma pessoa que tá tão ansioso quanto eu com a chegada da nossa Clara, o namorado-papai, uma frase que eu adorei:
"Tô louco pra desembrulhar esse presente e ver o que tem dentro!"
AMEI!
Participe, você também, do concurso cultural: DÊ SEU NOME CARINHOSO PARA UMA REDONDINHA! E concorra ao maior prêmio de todos: pegar a Claruda no colo e cheirar muito aquele cangotinho...

terça-feira, 9 de março de 2010

Clarinha é rock and roll! Quinem a mamãe...


Em 18 de fevereiro, eu senti a Clara mexer pela primeira vez.
Tá, mas vô falá: não era assim uma mexança... Era uma coisinha esquisitinha.
E toda vez que sentia aquilo, falava: tá mexendo alguma coisa aqui, mas acho que é meu intestino (ué... o intestino de todo mundo mexe, ô! como eu ia saber?!).
Bom, mas isso há 3 semanas.
Na semana passada, com 18 semanas completas de gestação (hoje estamos com 19 semanas e dois dias), Clarinha da mamãe começou a mexer pra valer.
E tá cada dia mais!
E TÁ MUITO LOUCO ISSO!
Mexe muuuuuito.
O papai da Clara outro dia quis ouvir. Mas a gente achava que não dava, né? Imagina, 18 semanas... Aí ele colocou o ouvido na barriga e ficou ali - enquanto eu ficava meio roxinha tentando não respirar pra não atrapalhar...
E tomou um peteleco nazorêia!
Um olhou pro outro com aquela cara de QUE FOI ISSO?! e caímos na risada.
Clarinha é forte, viu? Tá mexendo toda hora e, ao invés de ficar emocionada,  morro de rir quando sinto!
Hoje encarei uma faxina megalomaníaca e ia sentindo ela mexer pra valer ao som de BLUES BROTHERS e ROLLING STONES.
Ou seja: filha de peixe... Clarinha é como a mamãe, gosta de rock and roll!

... e preparem-se! Vem aí o ROCK BABY DA CLARA, depois da FESTA DE BEBÊ. No primeiro, amigos bom de rock vão tocar - ainda não sabemos onde - e a entrada será um pacote de fraldas (minha nova moeda de troca). O segundo substituirá o tradicional chá de bebê. Porque chá é muito bossa nova, né? E essas mulheres aqui, duas em uma, são mais rock and roll...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres! Mulheres! Mulheres!

Chega dia 08 de março e sempre tem uns rebeldes sem causa que protestam contra a hipocrisia do dia internacional das mulheres...
Cada um com seu cada um.
Eu, particularmente, adoro colocar o meu bonequinho feito com a barra da camiseta pra conversar com essas personas. Porque não tem coisa mais demodê do que protestar contra tudo... Ui, xô, sai pra lá pomba preta! Escolhe uma causa realmente válida e vai militar lá na casa do cadete!
Então hoje quero falar - como centenas de outros blogs estão falando nesse momento - sobre termos um dia para comemorar o Dia das Mulheres.
Não precisaria mesmo. Nisso concordo.
Não precisaria termos um dia para tal comemoração, porque mulher é festa todo dia.
Dá um pulinho na Renner ou em outra loja dessas de vender coisa de sacolada pra ver se mulher não é festa todo dia?!
Dá uma olhada na cara de uma chefe de departamento delegando função pra ver se mulher não é festa todo dia?!
Dá uma lida num artigo científico escrito por uma professora pra ver se mulher não é festa todo dia?!
Até na hora da esparrela, do pega-pá-capá, mulher é festa todo dia.
Mulher é festa sempre.
Limpando casa mulher é festa, cantando It's raining man, aleluia!
Chorando de mágoa, mulher é festa, cantando “Jogue a chave da frente/Por debaixo da porta/Que é pra não ter motivo/De pensar numa volta” e a sensação de que o mundo, com certeza, agora está acabando.
Organizando pilhas de documentação, mulher é festa, com sua metodologia própria de catalogação que ninguém mais entende, só ela.
Mulher dirigindo também é uma festa! Uma festona bem radical, adoro!
Mulher cozinhando, puts grila, é festa demais!
Dormindo, mulher é festa, linda e cheia de cremes, com sua camisola de cetim ou seu pijamão de roupa velha, porém macia!
Tirando a sobrancelha, e xingando cada bendito pelinho que é arrancado, mulher também é festa!
Mulher sendo promovida a um cargo importante, gente do céu, é muita festa!
Mulher defendendo mestrado é festa!
Doutorado então, nem se fala, é festa de três dias (algumas rendem até bebês, eu ouvi falar)!
Mulher cuidando dos filhos é uma festa como poucas, curtida a cada momento, aproveitada em seus mínimos detalhes.
Mulher lutando pra ter o que dar pros filhos comer, puts, não tem festa mais linda que essa...
Mulher decidindo se compra um litro de leite pras crianças ou um maço de cigarro pra desestressar, porque só tem 1 puto na carteira, até nisso mulher é festa. Porque faz de cabeça erguida. E compra o leite.
Mulher ganhando bolsa de pós-doutorado, o décimo quinto, mais ou menos, e indo pro exterior deixando os filhos já crescidos e criados aqui, é muita festa!
Mulher num salto 15, barbaridade! Festa das boas!
Mulher numa rasteirinha bichogrilete... Festa!
É festa descobrir que está grávida! Mesmo quando não se espera estar, é festa... não há como negar.
Mulher descobrindo o sexo do seu filho ou comprando sua primeira roupinha é muita, muita, muita festa!
Mulher é festa também tentando segurar o bebê quando os médicos dizem que é ameaça de aborto, festa! F-E-S-T-A.
Sentindo o bebê mexendo, sem saber se é mesmo o bebê ou se é gases (cruzes!), festa, festa, festa!
Tomando cerveja, comendo alface no lugar da torta de morango, corrigindo duzentas e cinquenta e três provas no feriado, viajando quilômetros para ver o namorado-marido-amante, correndo pra casa pra dar tempo de arrumar as coisas antes de começar a novelinha, assumindo três funções no trabalho quando precisaria assumir uma somente, fazendo crediário, sendo candidata à presidência, assumindo cargo importante, passando em concurso público, chamando o guincho, acionando o seguro, administrando a casa, trocando a resistência do chuveiro, colocando etiquetas no material dos filhos, cozinhando, lendo, dando palestra, comprando seu primeiro apartamento ou quitando seu primeiro carro, até chorando mulher é festa....
Mulher parindo também é uma festa.
Mulher é festa nisso tudo...
É só olhar uma mulher na lida, com olhos de quem quer ver além, pra ver como é festa...

Eu sou heterossexual. E sou apaixonada por mulheres. Apaixonada.
Mas por MULHERES, com M maiúsculo, com M de guerreira, M de destemida, de corajosa, mulher pra valer.

Sempre fui feliz por ser mulher. Sempre gostei disso. Sempre achei místico-cabalístico ser mulher. Mesmo com tudo de negativo que as pessoas associam ao fato de ser-mulher: cólicas, depilação, dor de cabeça, sensibilidade em demasia, temperamentalismo, frescurite. Mesmo porque, eu não sou uma mulher que liga muito pra isso, digamos assim. Por exemplo, não sofro com as cólicas. Quando não tô a fim de sentir dor, atraso a depilação uns dias e passo calor dentro de uma calça, não tem problema. Comprei um aparelhinho elétrico há alguns anos pra me livrar, sempre que possível, da vexatória pose para a moça da depilação, fazendo aquela cara de tédio por estar vendo mais uma das 10 mulheres de calcinha que aparecem por dia - isso quando a depilação permite estar de calcinha, né? Tem essa ainda...
Enfim. A questão é que chega o dia das mulheres e muita gente lembra disso, da "dificuldade" de ser mulher.
Pô, acho de uma injustiça isso...
Porque não acho nada difícil ser mulher.
E adoro todas as peculiaridades da condição. Cada uma delas. Sempre disse isso...
Para se ter uma idéia, nunca tive problemas com a menstruação. Ouvia minhas amigas dizendo "droga, menstruei" e não entendia o porquê daquilo...
Por que droga, gente?
Coisa mais natural... Vivemos na época dos superabsorventes, de tamanhos variados, diurnos e noturnos, internos e externos, para bacurinhas alérgicas ou descontraídas, cobertura seca e suave ou sempre seca. Qual a crise?
Para quem sofre de cólicas, minhas condolências. Realmente não sei o que é isso. Mas temos muitos analgésicos e tem gente ralando no mestrado e no doutorado justamente para aumentar esse arsenal. Menstruação é uma coisa tão bacana que, quando não vem, entra em ação o universal: "Caraca, fedeu! Não veio!", meio em pânico... Tanto é que quando eu não menstruei, eu mesma disse isso... Pra depois confirmar que a minha Clara é quem estava vindo no lugar do tradicional descolamento do endométrio.
É bom até quando não é bom!

Bem, enfim, dia das mulheres eu acho mesmo que é todo dia, embora isso seja um clichêzão e eu deteste clichê... Mas nada como ter um dia especial pra comemorar isso.

Então, nesse dia das mulheres, um abraço bem apertado e um beijo bem demorado em cada uma das mulheres especiais da minha vida, que me fazem ter orgulho de ser mulher por diferentes motivos... E nada como ter um dia pra citar todas elas (em ordem alfabética):

Ana Paula
Andressa
Bianca
Brunilda
Camila
Cecília
Cibele, minha comadre
Débora
Elayne
Fátima
Laura
Leila
Lenita
Livia
Livia, minha comadre
Lize
Mara
Marina Silva (porque estamos em ano eleitoral, sacomé...)
Milena
Mirtes
Sheila
Silvana
Sulema
Thereza
Vanessa

... e, claro, Clara, a minha filha.


Feliz dia de festa a todas essas mulheres que para mim são muito especiais, por diferentes motivos, e com quem muito aprendi, aprendo e ainda vou aprender!
Para todas vocês, dedico a música abaixo.
Liguem suas caixinhas de som e ouçam! Fará bem, juro!



Abraços, minhas queridas!

Ya estoy en la mitad de esta carretera
Tantas encrucijadas quedan detrás...
Ya está en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea

Todos los altibajos de la marea
Todos los sarampiones que ya pasé...
Yo llevo tu sonrisa como bandera
Y que sea lo que
Sea

Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no por algo será
No creo en la eternidad de las peleas
Ni en las recetas de la felicidad

Cuando pasen recibo mis primaveras
Y la suerte este echada a descansar
Yo miraré tu foto en mi billetera
Y que sea lo que
Sea

Y el que quiera creer que crea
Y el que no, su razón tendrá
Yo suelto mi canción en la ventolera
Y que la escuche quien la quiera escuchar

Ya esta en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bebezinha on the road

Minha guriazinha nem nasceu e já tem, só de estradas e BRs brasileiras, 3200 kms rodados...
E a conta ainda vai aumentar.
Andei loucamente escrevendo um projeto de pesquisa e preparando a documentação para mais um concurso, para aquele concurso bem especial.
Tudo pronto, vamos levar aos correios. Mandar por SEDEX, pra chegar mais rápido. Prazo de inscrição se esgotando...
E eis a notícia: 3 DIAS ÚTEIS PARA A ENTREGA.
Pânico total.
E procura GolLog, TamCargo, DHL, nada. Nenhuma faz entrega na Terra dos Bons Ares.
Desespero.
Bem, mas como o que não tem solução, solucionado está, como sempre diz meu pai, não me restou outra alternativa: junto com o namorado (logo mais falo sobre isso...) passei a mão no carro e me desbanquei pro interior de SP.
12 horas de estrada e dor até no cerebelo...
Mas nós conseguimos!
E, de presente, ganhamos um monte de fotinhas.
E umas roupinhas lindas da Tia Mirtes e da Tia Lucia, que um dia foram professoras e hoje são queridas amigas...
Esse é o FABULOSO MUNDO DE CLARA. On the road! On the books!
Essa é a minha bebê!
Prazer gente, eu sou a Clara, dentro da barrigona da minha mamãe!


Por ela, viajo quantos kms forem necessários. Amanhã tem mais 900 de volta... E daqui a mais algumas semanas, mais tudo de novo. E amanhã, depois da viagem, ainda encaro uma reunião.
Essa é a Clara. A minha filha. Crescendo... Junto comigo... Em muitos sentidos.
Foto tirada pelo namorado. Acho que vai ficar tudo bem...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Coisas de um mundo divertido

Hoje fui ao cartório preparar uma procuração para que uma grande amiga possa me inscrever naquele concurso para o qual estou me preparando (um deles, pelo menos).
Estou eu lá e, ao meu lado, um casal bem novo.
Eis que o atendente pergunta, pra saber quem atender primeiro:
- Você, é o que? (pra mim)
- Quero fazer uma procuração para um concurso público (eu).
- E vocês? (para eles - adoro explicar o óbvio...)
- Nós gostaríamos de informações sobre edital de proclamas de casamento (! - eles)
- Ah, então eu vou atendê-la rapidinho (apontando para mim).
Eu me aproximei do balcão e o casal sentou nas cadeiras de espera.
O atendente, falando em voz baixa como quem conta um segredo de estado, diz:
- Vou te atender primeiro porque o seu é pra vida toda mesmo... (e levanta os ombrinhos e dá um sorrisinho)...

Minino esperto, né?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...