terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dois eventos imperdíveis - convite


Divulgo aqui dois super eventos em Florianópolis, parte da programação do Bazar Coisas de Mãe de dezembro, que será uma MARATONA DE NATAL, nos dias 10 e 17 de dezembro.

O primeiro será no dia 10 de dezembro, com o lançamento do livro"Parteiras Caiçaras: relatos e retratos sobre parto e nascimento". A cientista social Bianca C. Magdalena, organizadora do livro e co-editora do blog Parto no Brasil, participará de uma roda de conversa muito bacana, onde ela contará como surgiu esse livro e o que é o Projeto Parteiras Caiçaras. Com entrada gratuita e início às 15 horas.


O segundo evento será no dia 17 de dezembro. A antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd, ativista do parto natural, professora e pesquisadora da Universidade de Austin, no Texas, dará uma palestra sobre "Os paradigmas tecnocrático, humanizado e holístico do parto, nascimento e da saúde". A palestra terá início às 15 horas e terá uma pequena taxa de inscrição, no valor de R$ 20,00. Para se inscrever, é só clicar na página Palestra com Robbie Davis-Floyd - 17/12 do blog do Bazar (ou aí mesmo no link).





Dois eventos imperdíveis pra quem se interessa pela questão do respeito ao parto ao nascimento.
Estarei lá!

domingo, 27 de novembro de 2011

Agradecimento pela grande ajuda na divulgação

Esta imagem representativa foi usada no guest post de Lola Aronovich, em seu blog, para ajudar na divulgação da pesquisa sobre desrespeito e violência no parto.

Quero agradecer publicamente a tantas pessoas que estão me auxiliando, desde ontem, na divulgação da pesquisa sobre desrespeito e violência no parto. Foram dezenas de RTs aos meus pedidos de divulgação no Twitter, muitos amigos enviando e-mails a outros amigos, blogueiras parceiras e amigas incorporando a imagem de divulgação da pesquisa, que foi feita por meu marido, Frank Maia, ou fazendo posts sobre o assunto, muita gente compartilhando o link via Facebook e muitas outras pessoas que já informaram sobre o início da pesquisa a mulheres que passaram por desrespeitos e violência obstétrica.
Meus mais sinceros agradecimentos.
Isso reflete uma preocupação coletiva sobre esse assunto tão delicado, e um esforço para tornar o tema visível, para que seja discutido.
Agradeço especialmente às companheiras da rede Parto do Princípio, que postaram um chamado à participação na pesquisa; à Bianca Lanu e Ana Carolina Franzon, editoras do Parto no Brasil, por terem incorporado a imagem linkada ao convite, à Daniele Brito, blogueira do Balzaca Materna, que também incorporou a imagem e fez uma postagem sobre a pesquisa, e a muitas outras mães blogueiras que me escreveram dizendo que fizerem o mesmo. Muito obrigada, gente.
Meu agradecimento especial à Lola Aronovich, professora da UFC, colunista do jornal A Notícia e blogueira do Escreva Lola Escreva. Lola deu um grande apoio à divulgação da pesquisa em um guest post, cuja imagem ali em cima ilustra o início do texto, e que gerou uma discussão riquíssima em forma de comentários.
Obviamente, toda essa divulgação solidária e coletiva não poderia ter gerado outro resultado: dezenas de mulheres já entraram em contato, um número muito maior que eu esperava para o início desta pesquisa, que vai durar pouco mais de 3 anos.
Nesta semana, tenho uma reunião marcada com meu orientador para que possamos discutir estratégias, agora baseada na realidade que está se apresentando.
Lembrando que, como acabo de mencionar, essa pesquisa durará um certo tempo. Isso significa que precisarei divulgá-la continuamente para atingir mais e mais mulheres. Então, de tempos em tempos, pedirei ajuda na divulgação novamente.
Agradeço também à Sonia Hotimsky, que fez parte da equipe de pesquisa que revelou, em 2010/2011, o surpreendente número de mulheres brasileiras que sofreram violência obstétrica (1 em cada 4), no estudo coordenado pelo professor Gustavo Venturi. Sonia me enviou muito gentilmente o artigo que eles escreveram sobre esse tema, e que tem como título "A violência institucional no parto em maternidades brasileiras: uma análise preliminar de dados da pesquisa de opinião pública Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado - 2010", que foi a pesquisa que me inspirou a iniciar este trabalho. Quem tiver interesse, pode acessar esse artigo clicando em seu título.
Às muitas mulheres que entraram em contato: grata pela confiança e disponibilidade em participar. Espero corresponder à altura.
Agora é seguir em frente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DESRESPEITO E VIOLÊNCIA NO PARTO - Convite à pesquisa

 Me ajude a divulgar essa pesquisa.
Copie esse selo e insira em seu site, blog ou perfil das mídias sociais.
Dessa forma, clicando sobre ele, as interessadas conseguirão inserir seus contatos. 
Muito obrigada!
"Tratava-se de um pré-parto com seis ou sete leitos, todos ocupados, a maioria por mulheres em início de trabalho de parto (...). Concentrei minha atenção em uma parturiente adolescente de 15 anos, branca, rosto de menina. (...) Ela estava com os lábios secos, cansada e desanimada. Pelo prontuário, havia sido admitida na noite anterior em início de trabalho de parto. No momento em que cheguei, havia uma anotação recente de seu exame vaginal, constando um dilatação cervical de 7 centímetros. (...) Perguntei como ela estava se sentindo, se gostaria de ir ao banheiro. Um soro estava conectado a seu braço, e nestas condições, muitas parturientes se sentem limitadas em atender necessidades elementares, como urinar, mesmo com a bexiga cheia. Ela assentiu, e auxiliei-a em sua ida ao banheiro. Perguntei se gostaria de tomar uma banho de chuveiro; tentei animá-la, dizendo que o banho costuma ter um efeito muito agradável em sua situação.
Ela ficou em dúvida e não aceitou. Preferia caminhar, ficar em pé. Perguntou se podia. Confirmei que sim, seria bastante oportuno, auxiliaria no trabalho de parto. Resolveu ficar em pé, ao lado da cama. Falou de seu namorado, era músico, tocava violão, gostaria que ele estivesse com ela. Nesse momento entrou uma médica residente [soube-o depois], que não estava presente quando cheguei. A residente chegou e mandou a parturiente deitar.Ela quis resistir. Apresentei-me e argumentei polidamente que ficar em pé era bastante apropriado para encurtar o trabalho de parto, além de ajudar a suportar melhor as dores. Ela [a residente] ignorou-me. Dirigiu-se à parturiente, escandindo as palavras: "Entendeu, mãezinha, eu quero que você fique deitada! Entendeu? Dei-ta-da!" (...). E partiu para o exame vaginal, ainda que este tivesse sido realizado há pouco tempo. Terminado o exame, reafirmou o comando: "entendeu, mãezinha, permanecer dei-ta-da, entendeu? E recomendou que a mulher fizesse força para baixo, para ajudar o bebê a nascer mais depressa. E saiu. (...) [a parturiente] pediu-me para ficar ao lado dela. Queria ficar em pé, avaliava que era menos doloroso que ficar deitada. Apoiei-a em sua decisão; vamos, então, ficar em pé. Nesse momento, chegou uma auxiliar de enfermagem e perguntou pelo nome da parturiente. A própria adolescente respondeu-lhe, e ato contínuo, a auxiliar informou-a de que ela iria para cesárea. Estranhei. Será que a indicação era a idade? A auxiliar também não sabia. Disse apenas que o médico mandou subir com ela. E lá foi ela para a cesárea, sem saber por quê. E enquanto caminhava em direção ao centro obstétrico, seguida pela funcionária que carregava seu prontuário, chega um residente [outro], e pergunta por ela: "Cadê a mulher que estava nessa cama?". Respondi-lhe que ela acabara de seguir para a cesárea. "Nossa, levaram a mulher errada! Era essa [e aponta um leito] que eu mandei subir. Pede para trazer aquela de volta". E do mesmo jeito que ela foi para a cesárea, voltou, sem nenhuma explicação.(...) E lá estava ela em pé, ao lado do leito, quando retorna a residente [a primeira], visivelmente contrariada com o descumprimento de suas ordens. Chega e manda a adolescente deitar, que irá examiná-la. De novo? pergunta a jovem. Sim, porque é preciso! responde-lhe a residente. E inicia um toque demorado, tentando fazer uma redução do colo [temi que provocasse um edema de colo, com tantos toques e tanta manipulação], diz à adolescente que estava baixinho, e que só depende de você, mãezinha! Se fizer força como eu te mandei, o bebê nasce logo, logo. E com os dedos na vagina da mulher, ordena que ela faça força para baixo. Ela implora: tire a mão daí, está doendo muito! Ao que a residente responde, energicamente: O que está doendo é a contração, que você não está aproveitando, porque fica gritando! Fecha a boca e faz força, se quiser ter seu bebê!"
(relato descrito na tese de doutorado de OSAVA, 1997)
"Tinha uma mulher lá do preparo, do pré-parto lá, preparando as mulheres, falou na minha cara: “você não acha que está velha demais não, pra estar parindo?”. Falou na minha cara. Falou que eu estava velha pra estar parindo. Eu falei: “não, eu não sou velha. Eu só estou maltratada”; falei pra ela. E ela lá menina, e eu com dor e ela: “se você não calar a boca...” que se eu começasse a gritar que ela ia embora e ia deixar eu lá gritando”. (Ester, 32 anos, 2º filho) - relato disponível em AGUIAR E OLIVEIRA, 2011.
“Eu acho que o maltrato, tratam você como se você... Você já tá ali numa situação constrangedora, né, e assim, a pessoa falar grosso com você, falar grossa, de repente por ela estar com raiva de alguma coisa, ela vim te aplicar uma injeção e te aplicar de qualquer jeito. Eu acho que isso é uma violência, entendeu, dentro da saúde. (Taís) - relato disponível em AGUIAR E OLIVEIRA, 2011.
 "Por quê, como diz a paciente Regina, é tão difícil saber qualquer coisa dos médicos, por que eles chegam e nem falam o nome e já vão levantandoa roupa, mexendo com a gente? Responde-lhe a sua parceira de enfermaria, a entrevistada Marta: é assim que é, não adianta reclamar[...]" - disponível em PEREIRA, 2004
"[...] eu não lembro direito, o médico disse que eu ia ter a criança normal, que cesariana não dava por causa do meu estado, por isso ia ser normal [...] Aí eles falaram que ia pôr remédio para dar dor e doeu muito, a noite todinha e no outro dia também, toda hora fazia toque e era muito dolorido, eu sei que tinha hora que eu nem deixava dar o toque, não queria, e o médico fazia assim mesmo, que precisava né? Mas doía e o médico veio romper a bolsa com um aparelhinho e enfiou lá dentro e rebentou a bolsa ali na cama mesmo, no meio de todo mundo [...]." - disponível em PEREIRA, 2004.
Esses são relatos verídicos de mulheres que foram desrespeitadas e violentadas em seus partos. Estão disponíveis em artigos científicos, dissertações e teses. Como esses, li muitos outros quando fiz o levantamento bibliográfico que deu origem ao projeto da pesquisa que estou desenvolvendo. E não foi uma ou duas vezes que chorei lendo. É inaceitável que uma mulher passe por experiências como essas. Para mim, isso é algo inaceitável e injustificável e representa nada menos que a dominação não só do corpo mas, também, da psique feminina, sua anulação, sua coisificação, sua transformação em algo manipulável. E, muitas vezes, de forma velada, disfarçada de "coisa normal". Esses trechos, aliados à minha participação num evento sobre violência no parto realizado na Câmara Municipal de São Paulo em abril deste ano, e a depoimentos enviados por mulheres amigas e conhecidas que foram extremamente desrespeitadas em seus partos, mudaram a minha vida.  Saí de um pós-doutorado, desisti de uma carreira, escrevi um projeto de pesquisa, fiz uma prova de seleção, fui selecionada e hoje sou, novamente, aluna de doutorado em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina, estudando a ocorrência de desrespeitos, maus tratos e violência no parto em instituições de saúde na percepção de mulheres que viveram essas situações. As pessoas me perguntam se fiz isso movida por desrespeitos que talvez eu mesma tenha sofrido no parto. Não. Eu fui muito respeitada em meu trabalho de parto de 29 horas, no meu parto cesáreo inesperado fruto de um encaminhamento de um parto domiciliar e no meu pós-parto. E é porque sei da importância disso que não aceito que mulheres sejam violentadas num dos momentos mais delicados de suas vidas.

Hoje é o Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres e eu escolhi esse dia para divulgar o convite à participação nessa pesquisa. A pesquisa está sendo composta por algumas fases. A primeira foi preparar um convite que pudesse sensibilizar mulheres e estimulá-las a refletir sobre a qualidade do atendimento que receberam em seus próprios partos. A segundo é a divulgação do convite, onde as mulheres que quiserem participar desta pesquisa podem colocar seu nome e seu e-mail, que chegarão somente a mim, e que serão utilizados para que eu possa chegar até elas. Enquanto isso, o roteiro da pesquisa está sendo estudado detalhadamente, para dar início à fase das entrevistas, que serão feitas via internet, para se chegar a mulheres em diferentes locais.

Essa pesquisa surgiu da minha indignação. E de conseguir me colocar no lugar dessas mulheres. De compreender que sofreram, que foram negligenciadas. E de ter a convicção de que elas precisam ser ouvidas. Há muito mais violência e desrespeito nas instituições de saúde, sendo cometidos contra mulheres, do que se pode imaginar. Muitas vezes disfarçado de rotina, de necessidade, de normal, expressas por relações de poder que subjugam a mulher.

Então aqui fica o meu convite.
Se você se sentiu desrespeitada, de alguma maneira, em seu parto e quiser dar o seu depoimento, participe desta pesquisa. Insira seu nome e seu e-mail e eu entrarei em contato assim que receber (para ver o campo E-MAIL role a barra lateral do próprio convite). Durante 3 anos, eu estarei convidando mulheres a participar e ouvindo os relatos dessas pessoas.


Há outras formas de você ajudar.
Se você conhece alguém que pasou por isso, indique essa pequisa.
Se você tem um blog, site, perfil no Facebook ou outras mídias sociais, Twitter, me ajude a divulgar. 
Quanto mais mulheres participarem, mais saberemos sobre a qualidade do atendimento que as mulheres têm recebido em seus partos.
Você pode divulgar de diferentes formas. 
Indicando esse blog, ou incorporando, em seu próprio blog ou perfil, o convite à pesquisa.
Lá em cima está a imagem que vai identificar essa pesquisa. Você pode copiar e colar onde quiser.
Você pode apenas copiar esse link e colar: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDJuNzNjdDFZR1pBd0NDS2dyOFhUcVE6MQ e as pessoas, ao clicar, irão diretamente para o convite.
Se você quiser fazer o que eu fiz, colocando o formulário diretamente num post, me mande um e-mail (ligiamsena@yahoo.com.br) que eu te dou as orientações.

Violência obstétrica é violência contra a mulher, como bem disse os blogs Mamíferas e Parto no Brasil, que estão promovendo uma blogagem coletiva.
E violência contra a mulher não pode ser tolerada.
Nem calada.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Violência obstétrica é violência contra a mulher - Mamíferas e Parto no Brasil


Eu tentei colocar ali ao lado um bannerzinho, mas o blogger está com problemas e não consegui.
Então vai aqui mesmo.
Recomendo a leitura do EXCELENTE e IRRETOCÁVEL texto que está no Mamíferas, chamando as mulheres que participam do mundo virtual - seja via Facebook, blogs, Twitter ou outra forma - a participarem da campanha contra a violência obstétrica, em virtude da proximidade do Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, 25 de novembro.
Aqui, coloco meus contatos, para quem quiser mais informações sobre como participar da pesquisa sobre desrespeito e violência no parto. É só entrar em contato que eu explico como participar.
E-mail: ligiamsena@yahoo.com.br
Twitter: @ligia_sena
Skype: ligia.m.sena

Não se cale!
Fale!
Todos contra a violência obstétrica.
Mais infos sobre a pesquisa no post anterior.

Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres - 25 de novembro

Dia 25 de novembro será o Dia Internacional da Não Violência Contra Mulheres. 
Aproveitarei essa data para lançar o convite à participação na pesquisa que estou desenvolvendo como parte do meu doutorado em Saúde Coletiva. 

Aí embaixo vai um texto explicando o que é essa pesquisa, o que ela visa estudar e como pretendemos que ela seja feita. Se você conhece uma mulher que tenha se sentido desrespeitada de alguma forma, no tratamento recebido em seu parto, por favor divulgue. Se você for essa mulher, conheça mais a pesquisa. 
Muito obrigada.

Existem formas de violência que vão além da força física e que, ainda assim, podem ser ainda mais agressivas, mais dominadoras, mais opressoras, pela sutileza com que se escondem no contexto institucional, nas relações sociais e nos significados simbólicos. É a ocorrência e a natureza de um desses tipos de violência, ou de práticas desrespeitosas, que ocorrem em instituições de saúde que queremos alcançar com esta pesquisa: a violência e o desrespeito vivido por mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Uma forma de violência que não é conscientizada como tal e que representa, de certa forma, um processo de dominação. Muitas vezes, atitudes de violência, desrespeito e maus tratos são observadas contra mulheres em trabalho de parto e parto sem ao menos que os profissionais de saúde percebam que estão agindo assim. São ações e condutas encaradas como “normais” e rotineiras. Essa violência pode ser expressa, de acordo com alguns pesquisadores, desde a negligência na assistência, discriminação social, violência verbal – tratamento grosseiro, ameaças, reprimendas, gritos, humilhação intencional – e violência física, até o abuso sexual. Outras pesquisas também incluem como um tipo de violência o uso inadequado de tecnologia, com intervenções e procedimentos muitas vezes sem a real indicação, resultando numa cascata de intervenções com potenciais riscos e sequelas, físicos ou emocionais.
Consideramos como formas de violência ou tratamento desrespeitoso, nesta pesquisa, todo e qualquer processo, de ordem física ou psicológica, que tenha ocorrido sem consentimento da mulher em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato; que tenha ocorrido de maneira abusiva; que tenha causado situação de embaraço ou constrangimento para a mulher; que represente intrusão de privacidade; que tenha representado ameaças de qualquer espécie proveniente do profissional da saúde e dirigido à parturiente e/ou seus acompanhantes; uso de relações de poder para impor práticas injustificadas; uso de palavras ofensivas e desrespeitosas ou de ironia e escárnio dirigidas à parturiente e/ou seus acompanhantes; e outras práticas que tenham sido problematizadas pelas mulheres que viveram situações de violência, desrespeito ou maus tratos e interpretadas como tais pelas mesmas.
Uma pesquisa realizada em 2010 revelou que uma em cada quatro brasileiras relata ter vivido situações de violência e desrespeito em seus partos. Nós queremos ouvir essas mulheres, conhecer os contextos desrespeitosos de parto que viveram, saber como isso foi interpretado por elas, sua percepção desta vivência.  E vamos usar as ferramentas da internet para isso. As entrevistas serão feitas via comunicadores instantâneos da internet que permitam uma videochamada e se iniciarão no primeiro semestre de 2012. Acreditamos que a amplitude que a internet traz facilitará a participação de muitas mulheres, de diferentes locais, inclusive as que estão comprometidas com seus trabalhos ou filhos, ou os dois, que terão a liberdade de agendar as entrevistas de acordo com sua disponibilidade, sem ter que se deslocar a nenhum outro lugar.
O convite à participação na pesquisa será lançado a partir de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, estendendo-se durante todo o desenvolvimento desta pesquisa, que pretende se encerrar em 2015. Nesse convite, mulheres que tenham se sentido desrespeitadas em seus partos poderão inserir seus e-mails de contato e serão contatadas para que maiores informações sobre a pesquisa sejam fornecidas. A pesquisa faz parte do desenvolvimento do doutorado em Saúde Coletiva de Ligia Moreiras Sena, que está sendo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, no Departamento de Saúde Pública.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Hiperativa é o cacete. Meu nome é Zé Pequeno.


 Enquanto isso, fazendo um cadastro...

- Nome?
- Ligia Moreiras Sena. Moreiras com "esse" no fim.
- Sexo?
- Tá no automático, companheira?
Ela ri. Ri muito.
- Ai, desculpa, tô cansada, distraí...
- Tá, mas por via das dúvidas é feminino mesmo, tá? Não que hoje em dia isso seja decisivo, mas é que sou mulher mesmo, convicta e ativista pelo respeito às mulheres, inclusive.
- hahahahahahaha Que bom que você tem bom humor. Tem gente que já me daria uma patada.
- Não abusa, você me pegou num bom dia.
E ela continua rindo.
- Idade?
- 33 anos.
- Olha! A minha idade! - diz ela efusivamente. E começa a conversar, contando casos, desabafando e compartilhando experiências. Ela estava visivelmente se sentindo solitária. Precisava conversar com alguém e aproveitou pra papear. Mas percebeu que estava se alongando. Interrompeu a conversa subitamente, disse "ai, desculpa" e voltou ao formulário.
- Profissão?
- Agora é minha vez. Como é seu nome?
- É Andreia.
- Então, Andreia, tá com tempo?
- Por que? - ela ri...
- Porque eu sou bióloga, professora, doutoranda pela segunda vez, pesquisadora científica, organizadora de um evento de mulheres-mães, organizadora de muitas outras coisas que vão surgindo pelo caminho, blogueira, casada, interneteira intrometida, cozinho, tento arrumar a casa, de vez em quando faço mudanças. Mas, o melhor, sou mãe da Clara, que tem 1 ano e 4 meses.
E eis que ela me responde...
- Nossa! É... Bem sei como é. Minha irmã também é hiperativa. Mas agora ela tá se tratando.
- Tratando?!
- Sim, procurou ajuda médica. Porque, tu sabes, não dá pra viver assim, né? Sem tempo nem pra assitir um Faustão. Tá tomando um remedinho.
- Tá, Andreia, termina essa ficha aí que tô com pressa.

Estou em final de semestre, do meu primeiro semestre no novo curso de doutorado. Estou lendo uma grande quantidade de material para preparação de seminários e entrega de textos. Logo após terminar essa postagem, inclusive, continuarei a leitura de um texto interessantíssimo sobre MEDICALIZAÇÃO DA VIDA. Tenho lido bastante sobre esse tema, que me interessa sobremaneira. Logo após a entrega desses trabalhos, estou programando um texto aqui no blog sobre a MEDICALIZAÇÃO DA MATERNIDADE E DA INFÂNCIA, ou da vida em geral, não sei ainda... Mas posso dizer que tem tudo a ver com essa situação descrita aí em cima, que eu realmente vivi.
Andreia, presta atenção, querida.
No momento, além desses trabalhos acadêmicos, estou organizando dois eventos para o mês de dezembro, com outros dois eventos inseridos nesses dois primeiros, lendo um texto sobre medos e a sociedade do risco para outro seminário, pensando no que vou fazer de janta pra minha filha, ou de almoço pra ela amanhã, tentando lembrar se pendurei a roupa que coloquei na máquina. De vez em quando, ainda dou ideias de charges, tento dar uma varridinha no chão e, se tudo der certo, quando eu chegar em casa hoje, ainda vou terminar de dobrar as roupinhas da minha filha que ficaram sobre a mesa. E ainda preciso dar um carinho no meu nego, que só anda tomando buxa (assim, com x mesmo) e me vendo na correria e na função ultimamente.
Então, cara Andreia, eu não sou hiperativa, embora já tenham querido me diagnosticar disso duas vezes para tranquilizar a sociedade, me medicar e evitar tumultos.
Eu sou apenas uma mulher muito envolvida com as coisas que gosta e acredita, cheia de ideias que quero ver colocadas em prática, que realmente prefere fazer duzentas coisas a ter tempo pro Seu Faustão, que gosta de ler e preza a qualidade da leitura, que tenta dar conta de manter a casa pelo menos habitável, que tem uma filha linda que está quase sempre junto de mim e um marido muito divertido, que me acompanha e apoia em quase tudo.
Ainda, acredite, dou um jeito de assitir Law and Order e ver o Hugh Laurie dar um show de interpretação como aquele escroto do House.
Então, querida, preste atenção. Eu não aceito essa epidemia de psiquiatrização da vida cotidiana e das personalidades. Eu não acho que as pessoas possam ser reduzidas a quadros psiquiátricos. 
Sou eu que faço muito ou você que faz bem pouco?
Sou eu que me meto em várias frentes ou você que prefere o comodismo?
Sou eu que vivo causando ou você que não causa nada?
Sou eu que falo sobre tudo ou você que fala só da vida alheia?

Eu não sou hiperativa, darling.
Eu sou muito, muito interessante.
E se é pra me dar um rótulo, capricha.
Que eu sou bem exigente.


E pensar que um dia eu achei que Admirável Mundo Novo, do Aldous Huxley, com o SOMA sendo distribuído pelo governo para controle social, fosse uma obra de ficção...

Esse é apenas um pequeno texto improvisado em defesa dos pequenos Calvins que existem pela vida. Molecada bacana, inteligente, interessante. Muitos deles sendo medicados. Enquanto seus pais assistem Faustão.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aqui nessa casa...

Clara tem se desenvolvido muito rápido nesses dias de casa nova, tem aproveitado os novos espaços que conquistou, embora seu local predileto seja a sala, com todo o espaço que aqui há, e onde ficam seus brinquedos. Em nossa casa, os brinquedos não ficam confinados no quarto. Eles estão sempre ao alcance dela. Temos um baú na sala, para onde eles vão à noite, podendo ficar - ou não - até a manhã do dia seguinte. Ela já sobe e desce os poucos degraus que dão acesso aos quartos com a maior desenvoltura, como se tivesse feito isso sempre. Também explora toda a sacada e já lançou abaixo alguns brinquedos para um salto rumo ao mato desconhecido.
Na segunda-feira, foi a vez de arrumar os detalhes do quarto dela. Na verdade, chamamos de "quarto dela" apenas porque é lá que fica seu armário, o trocador e onde também ficava seu berço (veja bem o tempo verbal: ficava)... Na verdade, agora o quarto é mais um escritório que um quarto, já que ela dorme junto conosco em nosso "quarto familiar". No dito "quarto dela", agora, temos uma estrutura de escritório muito bacana, onde Frank tem trabalhado reservado, concentrado, a maior parte do tempo. Lá ele montou uma estrutura e é de onde tem produzido as últimas charges e seus frilas.
Então, segunda à noite, aproveitei que todos foram dormir e fui organizar o quarto da Clara-escritório do Frank.
Quis fazer tudo da melhor forma, de um modo que as coisinhas da Clara ainda tivessem seu espaço, mas que desse um ar de escritório para que ele pudesse trabalhar confortavelmente.
E aí entra uma historinha muito bonitinha, que começa com "Era uma vez...".
Era uma vez uma moça grávida que, durante sua gravidez, sonhava todos os dias com o bercinho onde sua filha querida dormiria quando chegasse, e não sossegava enquanto não pudesse comprar um. Naquele tempo, ela achava que a possibilidade mais concreta para um bebê dormir era um berço, oras. Afinal de contas, os berços são símbolos de bebês chegando, de conforto, de quartinho de bebê aconchegante, de uma família que vai receber um bebê. Em seu sétimo mês de gestação, ela e o companheiro, finalmente, saíram para comprar o tão sonhado berço. Visitaram muitas lojas, viram muitos berços, gostaram de alguns, não gostaram de muitos. Certo dia, essa moça grávida se distraía com muitos acessórios nessas lojas de bebês que têm de tudo para que uma mãe se sinta a mãe mais despreparada e desinformada do universo, essas lojas que dão a entender que uma mãe só se torna mãe comprando metade do cosmos e se equipando com coisas que ela não faz a menor ideia de para quê servem e que, com toda certeza, ela não vai usar nunca, quando a vendedora a abordou:
- Moça, acho que seu marido não está bem...
- O que foi?!
- Ele está chorando.
A moça grávida foi lá ver o homem. O que será que tinha acontecido?! Chegou perto e lá estava ele. Parado na frente de uma mini-cama, todo emocionado, chorando. A moça grávida perguntou o que havia acontecido. E ele disse:
- É essa caminha...
- Mas o que tem essa caminha, amor?
- É que o berço vira essa caminha.
- E o que tem isso?!
- Já pensou?! Eu, sentado ao lado dessa caminha, lendo uma historinha que a Clara pediu para ler antes de dormir?!
E chorou...

Aí já viu: mulher grávida chora até com comercial de pasta-de-dente. E a moça da historinha chorou junto, a vendedora chorou junto, todo mundo chorou junto. Um momento Aquarius.
Bom, essa moça da historinha é, na verdade, esta que vos escreve e esse foi um dos muitos dias inesquecíveis dessa jornada como pais da Clara. Não compramos aquele berço, compramos um outro que achamos mais bonito. Mas que também virava caminha... Compramos, ele chegou dali a 30 dias e foi uma grande conquista para nós. Comemoramos e tudo mais. Nos emocionamos em sua primeira arrumação. Choramos ao colocar o travesseirinho e uma bonequinha, que esperaria a Clarinha chegar. Aí a Clara chegou. E nunca usou o berço... Começou dormindo sempre ao nosso lado. E nunca mais nos deixou - ou nós nunca mais a deixamos, pode ser também -,  deixando o berço pra turma toda de bonecas e outras baguncinhas. Porque dormir com ela é bom demais, é saudável, é tranquilo e é acolhedor...  Algumas vezes, ela abre os olhinhos, diz "mamãe?", me abraça e volta a dormir. E essas noites também entram pro rol das coisas inesquecíveis que vivo como mãe.
E foi nessa arrumação do quarto-escritório que eu me lembrei daquele dia em que o Frank chorou olhando a caminha. Lembrei-me daquele dia e me emocionei de novo, sozinha. E aí decidi. Passei a mão na caixa de ferramentas, peguei a chave Phillips, me empoderei, e lá fui eu pro quarto, armada. Frank fazendo charge, olhou pra mim com cara de dúvida. "Vou desmontar o berço. Vai virar uma caminha", disse eu, como uma montadora de móveis de criança com 25 anos de experiência no mercado.
Depois de algum tempo, de cheiro de neurônio queimado, de grades removidas e estrado rebaixado e - MUITO IMPORTANTE - sem nenhum parafuso sobrar, eis que o berço da Clara havia dado lugar a uma linda caminha...
Uma caminha que um dia foi sonhada pelo Frank.
E que agora fica no mesmo lugar onde ele trabalha.
Ela ainda não vai usá-lo pra dormir durante as noites, porque vamos esperar que ela decida quando será esse novo tempo. Mas foi muito significativo o que aconteceu logo após: eu terminei de montar a cama, coloquei o colchãozinho. Virei pra pegar umas bonecas e colocar em cima e, quando voltei, estava lá a Clara, esparramada. Subiu sozinha com a maior desenvoltura e deitou na cama... Adorou. Pulou e se divertiu bastante.
E, com a cama pronta, com a Clara em cima, Frank olhou e disse: ahhhhh, essa caminha...
Estamos felizes. Agora, temos uma casa toda não convencional: temos uma vista pro mar incrível, uma filha que dorme com a gente, um quarto-escritório ou um escritório-quarto e uma caminha cheia de bonecas que ainda não será usada para dormir.
É assim que a gente é.
Nada convencional.
Aqui nessa casa, não seguimos regras, nem normas, nem padrões, nem coisas pré-estabelecidas.
Aqui nessa casa, ninguém quer a "boa educação" que manda que os bebês sejam acostumados em seus berços logo após saírem de seus úteros e que as crianças durmam exclusivamente em seus quartos.
E quando a polícia, doença, distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração
Mas não choramos à toa (trecho de Volte Para O Seu Lar, de Arnaldo Antunes)
Choramos ao ver caminhas nas lojas por sonhar com dias futuros.
E seguimos nossa intuição.

Esse texto foi feito para o Frank e para Clara, que permitem que eu seja uma mãe não convencional e me fazem muito feliz.

Tirada em 16 de novembro, pertinho de casa

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Novos tempos e um super bate-papo


Voltei! Positiva e operante, super operante.
Nossa mudança de casa foi um sucesso! Também... quando minha mãe entra na jogada não tem tempo ruim, não tem dificuldade, não tem pra ninguém. Enquanto eu estava em processo de mudança, tentava administrar o nascimento dos dentinhos da minha filha, a leitura de um livro e elaboração de uma resenha sobre ele, a revisão de uma tese de doutorado e alguns encaixotamentos e outras tarefas logísticas envolvendo a mudança, com um carro quebrado (problema que minha amiga e parceiraça solucionou nos emprestando o dela por todos esses dias) e muitos pepinos pra resolver. E tudo isso porque contamos com o apoio da minha mãe. Ah, se não fosse ela... bem, nem sei se já estaríamos nessa casa e se eu estaria agora aqui escrevendo isso.

Embora tenham sido dias de cansaço, foram dias incríveis. Foi uma felicidade incrível tê-la do nosso lado todos esses dias. Ela nunca tinha vindo a Floripa e não consegui levá-la pra conhecer nada, porque quando a muié foca numa coisa, nada a tira do objetivo. Só consegui driblá-la um dia: disse que ia não sei onde, fazer não sei o que e, quando ela se tocou, estava na frente das dunas da Joaquina. Único momento de turismo que eu consegui proporcionar. Mas foram dias inesquecíveis, de amor, companheirismo, cumplicidade mas, principalmente, de apoio emocional.

Foram dias em que me senti como há muito não me sentia: tranquila.
Depois que ela se foi, a loucura por aqui continuou, afinal, colocar um mundo de coisas nos seus lugares leva tempo. Ainda mais com uma pequena de 1 ano e 3 meses. Mas estou bem satisfeita, já está quase tudo pronto.
Eu já pressentia que essa mudança de casa traria muitas outras mudanças.
E acertei.

O fato de ter vindo pra essa casa mudou muitos sentimentos em mim. E comprovou o que a gente já sabe: privação de espaço físico nos traz embotamento afetivo. As pessoas precisam de espaço, de espaços saudáveis e amplos.
Desde que nos mudamos, tenho sentido uma grande mudança em mim, no meu pique, no meu entusiasmo e na vontade de fazer as coisas. Desde que chegamos aqui, não parei um minuto. Curtindo cada coisinha que precisa ser feita, vendo a Clara se esparramar num espação, conhecer cada lugarzinho, se espantar com as coisas novas. Ela estranhou um pouco... Nos primeiros dias só quis saber de colinho, me chamava o tempo todo e dormiu com dificuldade. Mas agora já está serenando e se acostumando. Afinal, quem é que não se acostuma com coisa boa, com mudança pra melhor?

Estamos num intenso enamoramento com essa casa nova. Daqui, vemos toda a baía norte da ilha, vemos a ponte Hercílio Luz, vemos o sol se pôr. Aqui, todas as janelas são quadros de uma natureza que nos mostra escancaradamente que nós somos seus inquilinos e que ela está nos emprestando seu espaço. A casa tem um pé direito imenso e uma sacada de quase 7 metros cujo acesso se dá por uma porta da sala que torna a baía quase um cômodo a mais: total sensação de liberdade! Aqui tem lagarto, tem pássaros, tem árvores frondosas e tem um gambá que vem visitar o entorno da casa à noite. Tem espaço pra todos nós, tem natureza, tem silêncio, tem beleza. Ah, como nós estávamos precisando disso... Nós merecemos, muito.
Dá gosto estar cheia de coisas pra fazer e fazê-las aqui dentro. Trabalhos de final de semestre pra entregar, um frila pra concluir, arrumações pra terminar e o Bazar que vem chegando.
Por falar em Bazar, aproveito pra fazer um convite.


No próximo sábado, dia 12 de novembro, tem a 10a. edição do Bazar Coisas de Mãe. Eu estarei lá, como sempre, mas dessa vez será diferente: como parte da programação, às 16 horas haverá um bate-papo sobre A IMPORTÂNCIA DA INTERNET PARA MULHERES-MÃES. Será um compartilhar de experiências de diferentes mulheres, contando como a internet tem contribuído para cada uma de nós nessa aventura divertida e cheia de descobertas que é ser mãe.
Se você mora em Floripa, é uma mãe blogueira, uma mãe que participa de listas de discussão, uma mãe que usa a internet como ferramenta para compartilhar dúvidas, angústias e descobertas, que mantém a família informada sobre o desenvolvimento dos filhos também via internet, venha contar um pouco da sua experiência nesse bate-papo bacana.

Eu estarei lá pra botar fogo na conversa. Mas não estarei sozinha. Nós convidamos uma pessoa muito especial, cheia de experiência nessa área, que nos deu a alegria de aceitar o convite: estará comigo nesse bate-papo informal e divertido a Daniele Brito. Ela é a super blogueira do BALZACA MATERNA!

Então, com caixa de mudança ou sem caixa de mudança, sábado, 12 de novembro, às 16 horas, no SESC-Cacupé, aqui em Floripa, eu estarei nesse bate-papo e espero poder proporcionar uma roda bacana de mulheres-mães-internéticas.

Lembrando que essa é apenas uma das atividades proporcionadas pelo Bazar Coisas de Mãe, muita coisa bacana vai rolar a partir das 13 horas.

Souu a rainha das mudanças. Mas nenhuma foi como tem sido essa: tão feliz.
 
 Clara e Frank.
 Clara agora dá tchau pro sol, quando ele vai embora... A vovó ensinou e o papai incentiva.
Filha de peixe.
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