02 março 2012

Cama compartilhada: por que é bom e seguro?

Há cerca de duas semanas, a jornalista Tatiana Pronin me telefonou, por recomendação da colega Andreia Mortensen, para uma entrevista sobre cama compartilhada.
O interessa da jornalista, segundo o que me foi explicado por ela, era elaborar uma matéria mostrando porque, embora alguns médicos condenem a prática, cada vez mais famílias têm adotado a forma compartilhada de dormir.
A matéria saiu hoje no caderno Ciência e Saúde do UOL e você pode acessá-la por aqui.
No geral, é uma boa matéria. No entanto, está claro que ela tende mais para o lado do "CUIDADO, PERIGO!" do que para o lado do "SIM, É BOM E FAZ BEM!". Tanto é assim que a legenda da imagem escolhida diz "Quem opta por trazer a criança para o quarto deve tomar certos cuidados", quando poderia ser "Quem opta por trazer a criança para o quarto assim o faz por ver, na prática, apenas benefícios". Além disso, a posição alarmista da categoria médica, apresentada na matéria, pode impressionar ou desestimular famílias que ainda não se sintam familiarizadas com a prática de dormir junto aos filhos. Mas isso não é assim tão surpreendente, essa parece ser a preferência dos meios de comunicação de massa, infelizmente, valorizar o alarmismo médico em detrimento de evidências contrárias, científicas ou obtidas junto a centenas de famílias.
Acredito que isso possa acontecer tanto em função da hipervalorização da opinião médica que ocorre nos dias atuais, marcados pela violenta medicalização da vida, com aspectos absolutamente rotineiros e cotidianos interpretados como sendo de domínio médico, quando não o são, quanto por desconhecimento sobre os motivos pelos quais as famílias optam por dormir com os filhos.
Portanto, faço aqui algumas considerações importantes sobre a matéria.
Em primeiro lugar, a Clara é Clara, não Maria Clara (risos), mas tudo bem.
O que é realmente relevante:

  • Eu não notei que as noites em que minha filha dormia com a gente eram as melhores, porque eu não tive termo de comparação. E eu não tive termo de comparação simplesmente porque ela nunca dormiu separada, justamente porque os benefícios sempre foram tão grandes que não havia justificativa qualquer para fazê-la dormir sozinha em seu quarto.
  • O risco de sufocamento do bebê que dorme com o pai é tão grande quanto o risco de sufocamento da criança que dorme sozinha com travesseiro, cobertor, protetor de berço e mais um monte de adereços que podem contribuir para isso.
  • O pediatra consultado diz que os bebês somente devem dormir no quarto dos pais durante o primeiro mês de vida, porque isso diminui a ansiedade e facilita a amamentação. Pergunta 1: se a amamentação, de acordo com o que recomenda a Organização Mundial de Saúde, deve ocorrer com exclusividade por no mínimo 6 meses e prolongadamente por 2 anos ou mais, por que práticas que a facilitem devem ser realizadas somente no primeiro mês? Pergunta 2: se a tão conhecida "ansiedade de separação" que acomete bebês tende a acontecer após o primeiro mês de vida, por que práticas que diminuam a ansiedade devem, também, ser realizadas somente no primeiro mês? O que acontece a  partir do 32o. dia de vida do bebê para que, a partir de então, ele não possa mais dormir com os pais? Isso não parece ser uma visão generalizadora demais, colocando todos os bebês em um pacote único, como se todos se comportassem da mesma maneira? Um bebê de 2 meses também não merece dormir menos ansioso? E a emocionalidade da mãe, onde entra nessa história? Será que dormir junto ao filho somente beneficia ao filho? Obviamente que não. As mães também são as beneficiadas, uma vez que precisam se levantar muito menos à noite para atender as necessidades do filho, dormir próximo estimula ainda mais a produção de leite e sono tende a ser mais restaurador do que quando o bebê dorme sozinho em seu quarto
  • O risco de mortalidade associado à cama compartilhada é inferior ao risco de morte súbita do lactente quando este dorme sozinho em seu quarto. Em outras palavras: dormir sozinho em seu quarto aumenta as chances da morte súbita do recém nascido, pelo simples fato que qualquer alteração com o bebê demora muito mais para ser percebida, diminuindo também as chances de socorro.
  • Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Neurologia da Universidade da California conclui que, na população investigada, a prática do co-sleeping melhora a qualidade do sono dos bebês, diminui o número de vezes que acordam à noite e, mais importante, diminui os riscos de morte pela síndrome da morte súbita do recém-nascido, ao contrário do que o senso comum, reforçado pelo alarmismo médico, acredita.
  • Embora a matéria cite um estudo americano para dizer que 515 crianças pequenas morreram ao dividir a cama com os pais, outros grandes estudos mostram que, das centenas de crianças que morrem durante o sono, em todo o mundo, mais de 70% dormiam sozinhas... Dormir junto, portanto, não parece ter sido a causa dessas 515 crianças mortas...
  • Os cuidados que devemos ter para fazer a cama compartilhada, na verdade, não são cuidados. É bom senso. Não dormir embriagado, sob efeito de psicotrópicos, com excesso de cobertores, são cuidados que todos devemos ter independente de onde dorme o filho. Fazer tudo isso quando o filho dorme separado não traz nenhum alívio, pelo contrário. Se ele precisar de você, estando longe, você também não vai poder ajudar...
  • A matéria diz que, embora eu não dê detalhes da minha vida sexual, eu garanto que está tudo bem (risos, muitos risos). É, eu não dei detalhes. Mas garanto que a cama compartilhada não afeta a vida sexual de quem a pratica. Afinal de contas, criatividade não é importante apenas para a criação de filhos. É importantíssima, principalmente, para a vida do casal. Casal sem criatividade é casal triste. Quem compartilha a cama com o filho e diz que isso prejudicou a vida sexual, na verdade, está usando isso como desculpa para alguma outra questão... Se a vida sexual não está boa, não é porque seu bebê dorme junto com você. Pense bem o que está errado aí e responsabilize o que, de fato, precisa ser responsabilizado. Afinal de contas, não existe só a cama para as horas boas da vida. Ou estou errada?
  • Sim, a criança pode aprender que os pais têm uma relação que não a envolvem, como afirma a psicanalista. Mas existem diversas formas de mostrar isso a uma criança, no dia-a-dia. Inclusive mostrando a ela que a relação do pai e da mãe não acontecem somente à noite, mas durante todo o tempo, enquanto, juntos, a criam com afeto e amor. 
Bem, aqui em casa, Clara dorme com a gente desde que chegou ao mundo. Já dormiu num carrinho ao lado da cama, num bercinho ao lado da cama, na cama com a gente (em dias de muito frio, quando a preferência geral aqui era dormir todo mundo juntinho) e agora ela dorme num colchão colado na nossa cama, como uma extensão. Ela mesma já prefere dormir lá, na sua caminha. Ainda que vá para nossa cama quando queria, é pra lá que ela gosta mais de ir.
Não existem regras nem normas quando o assunto é dormir, comer, passear e tudo mais que diz respeito à vida de uma família. Cada família precisa encontrar o que é melhor para si, sem se deixar impressionar pelo alarmismo e, principalmente, ouvindo seu coração e seguindo aquilo que a deixa mais unida, coesa e tranquila.
Todo mundo fala que é a mãe quem leva o filho pra dormir junto, mas não é bem assim...
Conheço muitos casais cuja decisão de dormir junto com o filho partiu do pai. 
Já vi pais pensando em como mudar a estrutura do quarto para não ter que se separar do bebê e, ainda assim, todos dormirem bem.
Embora seja lindo mesmo uma mãe dormir abraçadinha com seu filho, para mim poucas coisas são tão lindas e emocionantes do entrar no quarto e ver seu companheiro dormindo tranquilo ao lado do filho.
Cama compartilhada nem é tão novidade assim.
Só é novidade e tema para discussões e polêmicas aqui, no mundo ocidental, onde tudo é motivo para se buscar os pontos negativos, para se incentivar a polêmica, para que a política do medo tome conta, para gerar insegurança na comunidade em geral, talvez como uma forma de controle social, com grandes especialistas dando seus conselhos salvadores sobre assuntos que dizem respeito somente aos pais.
Lá no Oriente, as pessoas dormem em camas compartilhadas desde que o mundo é mundo.
Nos países pobres, a maioria das pessoas dorme junto uns dos outros.
E se há mortes, se há descaso, se há fatalidade, não é por isso.
Em tempo. Eu não sou especialista nisso. Sou especialista em outras coisas. Em maternidade, estou longe de ser. E espero que assim continue. Porque quanto menos especialista formos em um assunto, mais abertos a outras possibilidades estaremos. A mim, como mãe, interessa-me mais a visão ampla do que a pontual sobre determinado assunto.

Aproveito para agradecer e parabenizar a jornalista Tatiana Pronin pelo interesse em levar mais informação ao público e, também, por tornar seus próprios questionamentos como mãe temas para reflexão de práticas cotidianas. 
Para quem quiser saber mais sobre cama compartilhada, indico os sites Cosleeping, Attachment Parenting Intenational, Slingando e muitos outros que estão disponíveis em uma fácil busca pela internet. 
E esse vídeo aqui, que encontrei na internet, mostra um pouco do que anda acontecendo em muitas famílias, retratado na visão de uma pessoa que fez essa opção.



27 comentários :

  1. Daniela mãe da Layla2 de março de 2012 13:25

    Muito bom o teu texto Ligia, bem melhor que a matéria!
    Não sei porque se acredita tanto na opinião do médico, você estudou tanto ou mais que um "doutor" e além de tudo tem o conhecimento da causa na prática, o que os médicos muitas vezes não tem!
    Teu texto é muito mais técnico, com bases científicas, muito mais humano e esclarecedor. Eu publicaria o teu texto no lugar dessa matéria de olhos fechados, sem sombra de dúvidas.

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  2. Clapt Clapt Clapt. Você disse tudo. Quando o Felipe nasceu dormiu alguns dias no carrinho ao meu lado depois comecei a colocá-lo no berço, foi quando começou o meu tormento. Nem ele nem eu dormíamos. Foram meses dificílimos, até que eu parei de dar ouvidos aos outros e adotei a cama compartilhada. Nem sabia da existência desse debate a cerca do assunto, mas ouvi muitos pitacos contra a atitude. A única coisa que eu queria naquele momento era dormir então nem ligava para o que as pessoas falavam. Inclusive, além de dormir comigo ele dormia de bruços, até hoje dorme. Acredito que a cama compartilhada só ajudou, hoje ele já dorme no quarto dele sozinho, mas quando está doentinho ou mais carente eu deixo ele ir pra nossa cama sem neura nenhuma.
    Bjs.

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  3. achei bem incompleta a matéria e bastante tendenciosa à prática de NÃO dormir junto.

    Meu filho, hoje com 8 anos, dormiu comigo desde que nasceu. Na época não conhecia esse rótulo de "cama comartilhada", fiz apenas o que a mãe natureza dentro de mim mandou. Sempre fui alvo de críticas por isso. Condenavam meu filho à dependência eterna e outras coisas horríveis mais. Hoje ele é uma criança super segura, carinhoso e que ainda frequenta minha cama de vez em quando. Na segunda gravidez já vinha no pacote ter um bebê por, no mínimo, 2 anos em nossa cama. Amo quando estamos os 4 dormindo juntos.

    bjos

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  4. Olá! Descobri seu blog por causa da matéria e adorei seu texto. Concordo com você, minha filha fará 2 anos em abril e ela dorme comigo desde que nasceu. Em princípio foi porque ela nasceu no inverno (e fazia muito frio) e por causa do refluxo, mas logo percebi que as vantagens eram muitas e valia a pena a cama compartilhada. É complicado comparar, pois cada criança é única, assim como o ambiente familiar muda em cada família, mas nunca tive problemas com a Catarina. Ela sempre dormiu a noite toda, ela é super independente e assim que está saciada, ou com sono por inciativa propria se ajeita para dormir. Embora muitos pensem que futuramente as crianças que dormem com os pais terão problemas para dormir sozinhas não é verdade... Na escola ela dorme sozinha, na casa da minha mãe ela dorme sozinha e eu dormia com minha mãe e não tive nenhum problema para dormir no meu quarto depois. Enfim, escrevi muito, mas é bom conhecer pessoas que compartilham da mesmo opinião.

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  5. Aqui em casa Alice só dormiu com a gente algumas poucas vezes em que esteve resfriadinha, nos 2 primeiros meses eu dormi no quarto dela, mas ela já no seu berço, depois voltei para meu quarto, ela agora está com 18 meses, já dorme em uma mini cama e nós compartilhamos muita cama quando estamos acordados na preguiça das manhãs quando Alice acorda e corre pro nosso quarto que é pertinho do dela, e é bom demais, cada família precisa descobrir o seu jeito e do filho,
    bjs

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  6. Eu sempre assumo que sou safada: a Nina dorme e muito bem na cama dela, mas pelo menor motivo lá estou pegando a menina pra dormir juntinho... quando o pai viaja então, a gente faz a festa! rs. Mas meu marido também é super chegado a deixá-la conosco, o que é uma delícia.
    Eu adorei o post por todas as explicações, mas principalmente pela parte em que vc diz "Não existem regras nem normas quando o assunto é dormir, comer, passear e tudo mais que diz respeito à vida de uma família. Cada família precisa encontrar o que é melhor para si, sem se deixar impressionar pelo alarmismo e, principalmente, ouvindo seu coração e seguindo aquilo que a deixa mais unida, coesa e tranquila". Disse tudo... beijos

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  7. Ligia, cada familia deve ter a liberdade de optar pela forma de dormir, etc que mais lhe convém como vc disse. Mas como optar livremente diante disso: "estudos mostram que, das centenas de crianças que morrem durante o sono, em todo o mundo, mais de 70% dormiam sozinhas... Dormir junto, portanto, não parece ter sido a causa dessas 515 crianças mortas..."?
    Primeiro, qual é a porcentagem de familias que optam pelo cosleeping? "70% das crianças que morreram durante o sono dormiam sozinhas" não é um dado que corresponde à maior porcentagem de crianças que dormem sozinhas? O Precisariamos de um dado anterior para analisarmos o contexto. Das crianças que pertencem à familias que optam pelo cosleeping, quantas faleceram em seu sono? Senão fica muito complicado para a mãe que opta pelo berço!Parece que ela opta por não ligar se seu bebê vai ou não morrer no sono, ja que o berço parece ser a causa disso no seu texto. Além do que, sabemos muito pouco sobre a morte subita dos bebês. Ainda é um mistério, como e porque ocorre e se é possivel evitar. Diferente de uma criança que sufoca no travesseiro ou no cobertor (que são altamente desaconselhados até os seis meses do bebê). Acho problematico ligar o cospleeping à prevenção de um mal sobre o qual sabemos tão pouco. Acredito que é preciso maior prudência nessa argumentação. Parece aqui que tudo é uma questão de opção porém optar pelo cosleeping = salvar os bebês dos riscos da morte subita, (isso sem falar da ansiedade, etc). Não vejo onde esta a liberdade de optar diante disso, tanto quanto diante do alarmismo da midia.

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  8. Mariana, entendo sua forma de pensar mas não compartilho dela. Eu não escolho minhas maneiras de maternar pelos estudos científicos existentes, ainda que seja cientista. Eu não optei por fazer a cama compartilhada depois de ler muito a respeito. Eu sequer li nada sobre isso antes. Eu optei com o carro em movimento, pelo simples, único e nada científico motivo de que minha intuição assim me sugeriu, além de observar as noites mais tranquilas e minha filha mais segura. Qual a porcentagem de famílias que optam pelo cosleeping? Não existe esse dado, mas não duvido que seja uma grande maioria. No ocidente isso é assim tão diferente. Em outros lugares nem nome pra isso tem, apenas se dorme junto, pronto e acabou. "70% das crianças que morreram durante o sono dormiam sozinhas" parte de um simples estudo onde se avaliou onde dormiu aquela criança que foi a óbito. Ponto. Pesquisa quantitativa, não qualitativa. Você pode ter certeza que a grande maioria das mães que optam pelo berço não o fazem por medo do bebê morrer dormindo junto com ela... Eu nunca vi uma mãe que optou pelo uso do berço dizer algo assim. Os argumentos são geralmente: preservar nossa intimidade; não acostumar mal o bebê; ensiná-lo a dormir sozinho desde cedo, etc. Isso que você disse "Parece que ela opta por não ligar se seu bebê vai ou não morrer no sono" é um juízo de valor ou de "pareces" que você fez, não eu. A mim não parece nada disso, essa foi a sua conclusão, individual, pessoal. Esse não é o meu tipo de raciocínio, porque eu não fico julgando em termos de "mais mãe" "menos mãe", que é onde sua linha vai levar...
    Sim, sabemos muito pouco sobre a morte súbita dos bebês. Mas acho bastante engraçado que as pessoas aceitam numa boa quando a associam ao cosleeping, mas quando a associam ao dormir no berço gere mal estar... Estranho. A questão é que não se sabe nem ao certo diferenciar quem morreu de morte súbita e quem morreu sufocado pelo cobertor, por exemplo, já que ninguém esteve lá pra ver. Estamos cobrando prudência em locais opostos: eu cobro prudência de quem defende o alarmismo associado à cama compartilhada. Você cobra prudência de quem defende o fato dela não oferecer tantos riscos quanto a categoria médica diz haver. Está bem claro que pensamos completamente diferente. Você interpretou erroneamente meu texto. Em nenhum momento eu afirmei que o cosleeping salvou bebês, eu apenas contra-argumentei, com palavras de um estudo científico, o que foi mostrado no texto do UOL. A liberdade de optar, se você não vê, está assim, ó: nós compartilhamos a cama porque queremos, porque nossa filha adora, porque nós adoramos, porque ela tem estado cada dia e noite mais segura e porque foi isso que nossa intuição decidiu. Se alguns profissionais ou pessoas não gostam disso, eles podem escolher colocar seus filho em seus berços sem problema algum. Essa é a liberdade: não pautar a sua vida pelo que dizem, ainda que científico. Mesmo porquê, a ciência muda a cada dia, muitas vezes assumindo como benéfico aquilo que um dia assumiu como prejudicial.

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  9. Ligia, o seu texto não fala so sobre a sua perspectiva pessoal -que deve ser respeitada e que com certeza tem as suas razões também pessoais. Porém o seu texto apresenta dados gerais. Vc argumenta ligando o A ao B. Quando alguém lê seu texto, conclusões são tiradas a partir do raciocinio que é apresentado. Veja, 200 pessoas seguem o seu blog, fora todas aquelas que visitam via links de outros blogs. As mães da blogsfera navegam nesse mundo procurando trocar experiências e também informações. E muitas vezes tomam decisões importantes, fazem escolhas essenciais na sua forma de educar com base no que elas lêem por aqui. Por mais que esteja escrito no texto que vc não é uma especialista, me pergunto se esse distanciamento existe realmente quando o/a leitor/a tem em sua frente textos como esse.
    E quanto ao dado o problema é quantitativo, não qualitativo. Sei que os dados completos provavelmente não existem. Por isso mesmo é imprudente apresentar dados incompletos. Vc imagina que a maioria das familias do mundo são adeptas ao cosleeping, ja eu imagino que não. Isso não é dado, correto? Isso não é dado contextual, é opinião. Espero que todos/as leitores/as possam ver a diferença e tomar suas decisões desconsiderando alarmismos de ambos os lados da discussão.

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  10. Sim, o texto fala sobre minha perspectiva pessoal, como fala no texto do UOL. E, assim como o texto do UOL, fornece dados sobre o outro lado da questão. É um texto de contraponto, já que a jornalista não fez isso, ainda que precisasse ter feito.
    A Andreia, entrevistada, tem a mesma reclamação. Nós fornecemos dados que não foram publicados, certamente porque não seguiam o caminho que já havia sido escolhido...
    Uma mãe que queira dados para embasar sua escolha, não deveria estar buscando isso somente em blogs. Mas se ela estiver buscando opinião, essa é a minha: cama compartilhada tem trazido imensos benefícios para os bebês, para suas mães e para os pais que optaram por ela. Aumento do vínculo, sono mais revigorante, diminuição no número de acordadas noturnas, tempo de amamentação prolongado. Não tenho medo de perigo algum, simplesmente porque esse perigo nunca se mostrou presente aqui ou pra qualquer família que eu conheço que a pratica, e conheço muitas. Pra quem quiser dados além dos que eu mostrei no artigo indicado, hoje exitem muitas publicações mostrando os grandes benefícios da cama compartilhada e comparações com o dormir em berço disponíveis. Disponíveis a quem quiser. Foi como eu falei no próprio texto: basta fazer uma busca na internet, não apenas a blogosfera, mas em bases de dados abertas.
    Sobre a maioria das pessoas no mundo praticarem cama compartilhada: na Índia ela é a opção de escolha pela maioria das pessoas, na China idem. Informações disponíveis em livros. Não são dois dos países mais populosos?
    Eu não espero que os leitores possam tomar decisões baseadas nos dois lados da questão. Eu sinceramente espero que eles tomem decisões de acordo com suas intuições de mãe e pai, que são muito mais valiosas que informações teóricas. Foi o que eu fiz. Não uso manuais de criação de filhos. Chega de gente usando teoria pra embasar seu maternar.
    Mas se os leitores estão buscando informação, meu texto, repito, tem como objetivo mostrar, a partir do texto equivocado que foi publicado no UOL: 1) os dados sobre os benefícios da cama compartilhada não foram apresentados pela matéria; 2) existem muitos dados sobre isso; 3) a questão da morte súbita não é assim como os pediatras disseram não; 4) a opinião de especialistas não é sempre válida; 5) quem faz cama compartilhada está muito feliz com a escolha, para si e para os filhos.
    E por fim. Se você está preocupada com o alarmismo de ambos os lados e com a ponderação entre os dois lados da questão, acredito que também tenha deixado sua opinião lá na matéria do UOL, preocupada com a manutenção de um meio termo, que é o que parece defender em seus comentários. Mas se não deixou também lá seu comentário de desagrado, então a mim parece que está somente incomodada pelo fato de que eu defendo a cama compartilhada e você não. Não parece, portanto, a busca pelo meio termo. Parece só um desagrado porque eu mostro informações que não te agradam...
    Um bom final de semana pra vc.
    Abraços.

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  11. Concordo com a Ligia, uma mãe que procura em blogs dados pra embasar sua escolha já está começando muito mal, tem muuuita porcaria por aí!
    É uma realidade que muito mais crianças morrem por dormirem sozinhas do que com os pais! Encherga essa realidade quem quer!

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  12. Ligia, espero que vc tenha tido um otimo fim de semana também! Eu não deixei nenhum comentario no site do uol porque não me interessei pela matéria. ja li muitas dessas, aqui se publica muitos artigos sobre isso com dados atualizados. E como vc,também segui meu 'instinto' na hora de escolher onde iria colocar meu bebê na hora de dormir. Vc ja criticou o alarmismo da midia (como é o seu direito). Eu, que não so sigo o seu blog como leio seus posts, vim aqui mostrar uma outra perspectiva da questão. Que não a de uma especialista, nem de uma médica, nem de uma jornalista. Me preocupo com a liberdade da mulher em escolher o que lhe parece mais seguro e adequado no que diz respeito à essa questão. Não sou contra a cama compartilhada. sou contra encher as mães que optam pelo berço de culpa e preocupação relacionando berço com morte subita. E o comentario acima so da razão ao meu argumento: não é preciso muito para alguém chamar opinião pessoal de "realidade".

    E sobre a India e a China, é fato que eles são extremamente populosos. Mas sera que a cama compartilhada é uma opção ou no caso desses paises é falta de opção? Qual a relação entre pobreza/miséria/moradia precaria e cama compartilhada? Qual a relação entre cultura e cama compartilhada? acredito que existem muitas perguntas e muitas pesquisas a serem feitas ainda sobre esse tema antes das pessoas sairem por ai falando em "realidade".

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  13. Adorei! Concordo plenamente... Meu pequeno dorme conosco (na cama) desde o 2º mês, antes dormia no berço. Depois que passou a dormir conosco tudo melhorou! Eu fiquei menos cansada, ele dorme a noite td desde os 6 meses e antes disso acordava no máximo 1 vez para mamar e era ótimo e prático na cama! Ele não é manhoso, tanto que na escolinha dorme tranquilamente em seu berço. Quanto a vida sexual tb concordo que deve haver criatividade e aqui há bastante... Enfim, eu amo dormir com ele. Como ele tem rinite fico mais tranqüila em ajudá-lo se ele precisa do sorinho no nariz pra respirar melhor ou qnd mudo ele de posição para parar de roncar. Durante o dia ele tb tira a soneca conosco, inclusive nos finais de semana ele dorme a sonequinha agarrado ao papai! Beijossss

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  14. Nossa, vou dormir mais tranquila ainda; minhas filhas (5 anos e 1,6 anos) dormem no nosso quarto e achamos ótimo! Não atrapalha em nada. Aqui em casa quem mais defende a idéia é o meu marido, não tem essa que os pais não gostam, ele aprova! Afinal, vai chegar um dia em que sentiremos falta, então vamos aproveitar e dormir bem juntinhos. Adorei o blog. Um abraço, Claudia (http://mae24horas.blog.terra.com.br)

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  15. Adorei o artigo, desde a forma como foi colocado o tema, ateh a parte em que trata especificamente dos dados.
    Minha bebe tem hoje 5 meses e fazemos cama compartilhada desde que ela tinha 2,5 meses... Comecou porque viajamos de ferias e ficava ruim tirar e guardar carrinho do carro todos os dias... Ele soh cabia no fundo do porta-malas e precisava mexer em tudo para pega-lo. Acabamos deixando a bebe conosco por 2 semanas seguidas e acostumamos tanto que quando voltamos para casa, ela acabou ficando. Para ajudar, nossa cama eh king, enorme, entao nem sentimos problemas com espaço. Meu sono estah muito melhor e o maridao apoia a cama compartilhada. Mesmo assim eu ficava com receio da bebe ficar mal acostumada. O artigo tambem foi importante porque pude analisar com calma e vi que: minha bebe nao eh manhosa, ela se vira muito bem sozinha, brincando no tapete de E.V.A. e com seus brinquedihos por perto. Jah senta sozinha, mostra quere independencia, dorme bem na escolinha, mama o leite maaterno na mamadeira quando esta na escola, estou amamentando exclusivo e com certeza as noites de descanso estao ajudando na produçao do leite e me permitindo amamentar com exclusividade! Enfim, compartilhar a cama com nossa pequena bebe soh trouxe beneficios e isso estah mais do que provado! Ela eh uma bebe muito tranquila segura e com certeza tambem gosta de acordar pertinho do papai e da mamae!

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  16. Adorei o post! Dormi com minha filha até o segundo mes de vida, quando ela finalmente aceitou ir para o berço sem chororô. Jamais deixaria a pequena chorando para se acostumar, ela é um ser humano e tem sentimentos. Depois que começou a dormir sozinha, esporadicamente dorme com a gente na cama, e eu adoro, apesar de dormir mal, a sensação de ficar agarradinha é melhor que qualquer insônia que isso possa provocar. Ela está com um ano e oito meses e ama mamar no peito, e eu não tenho pressa nenhuma de desmamar. Olha a facilidade, quando ela acorda cedo, vai pra minha cama, mama no peito enquanto eu durmo, dorme de novo e dá tempo de uma sonequinha extra. Para ambas!

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  17. sim, mas ninguém mais falou sobre sexo! como fazem? espero que não transem com as crianças ao lado! por alguns poucos meses, tudo bem, mas por anos! por favor.

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  18. ahahahahahahahahaha

    Pois é, né...
    Ninguém falou sobre sexo.
    As pessoas ADORAM que os outros falem sobre sexo, contem suas vidas sexuais, a curiosidade humana sobre a vida sexual dos outros é uma coisa espetacular.
    Então vamos falar de sexo!
    1 - sexo é bom de fazer na cama, mas também no chão, na rede, no sofá, em colchões em outros cômodos, onde der vontade dentro da própria casa. Bom, mas aí entra a criatividade...
    2 - E por falar em criatividade: taí algo que salva a vida de um casal. Transar na cama é legal. Mas transar SÓ na cama é um pé no saco. Bom, eu acho. Uma vida sexual restrita à cama é uma opção. Mas pra mim, é uma opção meio chatinha.
    3 - As pessoas continuam achando que quem opta pela cama compartilhada é bizarro...
    Mas tudo bem. Também acho um monte de coisa por aí bizarra.
    Tipo o comentário "espero que não transem com as crianças ao lado!".

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  19. Oi Ligia,
    Conheci o seu blog ha pouco tempo e gostei muito, me identifiquei bastante. Desde 2006, quando nasceu meu primeiro filho, tenho lido muito sobre attachment parenting e cosleeping. Na epoca, nao se falava muito disso aqui no Brasil, e eu cansei de argumentar com quem me dizia que era prejudicial, que eu iria me arrepender, que era perigoso, bla, bla, bla. Eu tambem dormi com meu filho junto seguindo meu coracao, mas, como tendo a racionalizar demais, fui atras de embasamento cientifico, comprei livros, virei fa do Dr. Sears, participei de foruns. Hoje durmo com o meu terceiro filho, de 7 meses (da pra ver como eu tenho um casamento prejudicado pelo cosleeping?) e os meus dois mais velhos dormem bonitinhos nas suas caminhas desde 1 ano e meio (por opcao deles). Hoje ninguem me incomoda mais com esse assunto, mas tenho que ouvir que estou errada por amamentar por mais de 2 anos, por ter esperado que meu terceiro nascesse de parto normal ate 41 semanas (eu tive uma cesarea, um parto normal e outra cesarea), colocando-o em risco e tambem por nao aceitar educa-los na base do tapa. Infelizmente os desafios para quem quer fazer algo diferente do "convencional" nao terminam com a fase de bebe. Haja paciencia! Queria saber qual a especializacao desse "especialista" tao bem informado... Eu morei na Inglaterra, onde fiz meu ultimo pre-natal, e la, como nos EUA, as Associacoes de Pediatras recomendam que a crianca durma ao lado dos paises ate os 6 meses. Essa recomendacao eh a segunda mais importante para que se evite o risco de morte subita. Nao recomendam o cosleping diretamente, mas sao enfaticos nessa questao de dormir perto dos pais, essa eh a recomendacao oficial desde 2010. Atrasadinho esse especialista, ne? Parabens pelo blog, desculpa pelo looongo texto.

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  20. Olá, achei o texto muito interessante e apenas posso apresentar a minha experiência. Tenho 2 meninos, um de tres anos e outro de 1 ano e meio. Acho que adoptei uma variante de co-sleeping que até à data nao me arrependo nada. Como amamentei os dois, enquanto o fiz, dormiram comigo... tendo no entanto sempre colocado no inicio da noite na caminha deles, pois parecia-me ser o mais seguro, pois tenho tendencia a deitar-me tarde. Mas a partir da primeira mamada da noite, dormiam connosco. Hoje, dormem ambos na caminha deles, sem stress e de vez em quando dormimos todos juntos para matar saudades :). Acho que a cama compartilhada é uma excelente solução para todos e estimula os laços afectivos. Se dormir com uma pessoa não o fizesse, porque dormimos com os nossos maridos? E tendo em conta que passamos muito tempo separados dos nossos filhos, porque não dormir com eles também?
    Não considero que a nossa vida sexual tenha sido afectada... A cama à noite nao é o unico sitio da casa onde podemos fazer sexo! Haja imaginaçao e aproveitar os nossos pequeninos pois são assim pouco tempo e daqui a pouco tempo já nao querem nada connosco...

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  21. Olá Lígia, compartilho o que vivemos durante 10 maravilhosos anos, minha filha hoje tem 14 anos, dormiu junto comigo e marido durante 10 anos, quando nasceu, fizemos a tentativa de dormir no berço, mas ela chorava bastante e optamos por dormirmos juntos, facilitou bastante a amamentação e todos dormíamos tranquilamente,ouvi muitas críticas na época, mas persisti fui feliz e confesso que foi difícil quando ela foi expontaneamente para seu quarto, ainda hoje nas manhãs frias ela vem toda carinhosa buscando nosso aconchego na cama e curtimos juntos a nossa preguicinha .Minha filha é uma adolescente tranquila, carinhosa e não vejo que a cama compartilhada tenha lhe causado qualquer prejuízo. Penso que cada família deve escolher a melhor forma para o bem estar de todos, independente de posicionamentos científicos.

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  22. Oi Ligia, amei, amei, amei a sua matéria!!!! Meu filho tem nove anos e dorme com a gente. É um menino super seguro, não tem nenhum problema qdo dorme em casa de amigos, é muito querido por todos, generoso nas suas atitudes, se preocupa com o proximo, sensível...enfim tudo de bom! Quando ele nasceu, segui simplesmente meus instintos e nao me arrependo em nada. Quando se namora, o sexo rola em qq lugar, os mais insólitos possíveis! E é uma delícia....aí depois q casa tem que ser só na cama??? Nao tem nada a ver! A questao é q o senso comum impera na nossa sociedade. Outra coisa, pq as pessoas se incomodam tanto com o q se passa na casa do outro? Pagam as nossas contas por acaso? E aos especialistas...já é tempo de saber q estamos na era da informação e q temos o mundo inteiro disponível na nossa casa, é claro q é preciso filtrar, mas todos são capazes de raciocinar, de refletir tb....

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  23. Oi Ligia, não tenho palavras para expressar o quanto sou grata por sua dedicação a esse blog abençoado, que muito me ajudou a entender o que acontece com meu bebê, mas preciso de um help ainda.... Meu bb dorme conosco na mesma cama desde que nasceu, mas será por isso que acorda diversas vezes para mamar? Sei que ele não tem fome, pois está com 8 meses e se alimenta muito bem.... Ele quer me sentir perto dele, (entendo assim), mas por ficar com ele o dia todo, uso a madrugada para fazer algumas coisas, e ele me requisitando de hora em hora depois que dorme a noite, não consigo concluir o que começo. Com você também era assim? Como você fazia? Me ajuda??? Outra questão: Ele é super apegado comigo. Não vai no colo de nenhum familiar, apenas eu, meu esposo e sogra, que mora comigo (mas quando cisma, nem com a sogra). Se vou a uma festa, ele gruda em mim, as pessoas amigas querem pega - lo, e ele gruda no meu pescoço. Se alguém o pega, ele fica um minuto e já chora querendo voltar pro meu colo. É normal? Desculpe por misturar aqui os temas, mas estou preocupada de verdade. Ele é muito chorão.... chora pra dormir, se coloca no bebê conforto pra fazer a comida ele chora, se entro no box pra tomar banho, ele chora... Tudo por um colo.... E o pior, os dois pediatras que levei me orientaram: Deixe chorar.... Fico triste, não consigo.... Você acha que é temperamento? Se sim, como posso lidar com isso? Preciso tanto de um help..... Obrigada, obrigada, obrigada!!! Beijos amiga.... Glória

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  24. Gostaria de parabenizá-la por sua lucidez, ao longo de todo o relato.
    Como jornalista, concordo plenamente que os veículos brasileiros buscam maneiras inadequadas de explorar quase todos os assuntos, cerca de 99,9%, na sua plenitude. Esse, aliás, é um dos motivos que me fazem destoar da maioria em minha profissão, que faz questão de trabalhar em uma grande redação de jornal, TV e outros, e criticam assessores de comunicação por trabalharem para organizações privadas ou públicas. Essa é uma discussão que passa dessa esfera, mas vale para refletir sobre o posicionamento da mídia brasileira e dos jornalistas que acham que estão prestando um serviço para a sociedade. Mero engano!

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  25. Oi Lígia o assunto muito me interessa, a cama compartilhada com filhos, pois o faço como você e outras mães que aqui citaram. Me sinto muito mais tranquila quando minha filha está comigo e adoro olha-la dormir profundamente... aquele sono tranquilo de uma criança tranquila e feliz me deixa muito satisfeita como mãe. Como você, não sou especialista no assunto e, também, me considero uma pesquisadora uma vez que já fiz Mestrado, Doutorado e até Pós Doutorado na area de Odontologia em uma Universidade considerada a melhor em pesquisas no Brasil. No entanto, nada estudei sobre co-sleeping e segui meu instinto e vontade maternal, além de respeitar a vontade de minha filha deixando-a dormir comigo todos os dias. Tentei sim, levá-la para dormir em seu quarto como os pediatras aconselham, mas não me senti feliz ve-la chorar e vir de madrugada para dormir comigo (ou seja não tendo uma noite de sono tranquilo!). Sim, sou separada e vivemos eu e ela, e diferente de algumas mães daqui, não tenho o problema da vida sexual com o marido, pois não tenho marido. Assim, esse fato não me preocupa dentro de casa e na mminha cama! Entretanto, tenho algumas indagações que quando as faço a medicos eles são enfáticos em responder que a cama compartilhada está deixando minha filha insegura e por isso não se desgruda de mim. Sim, somos extremamente unidas, mas ela tem as visitas ao pai e as vezes (raras) dorme com o pai na casa da avó e se é de vontade dela isso não é problema nenhum... ela vai dorme e tudo bem! Mas o fato é que minha filha é extremamente tímida, muito apegada a mim, me espera para fazer todas as coisas como almoçar, tomar banho, enfim coisas diárias de família. Muitas vezes não quer almoçar na casa do pai, pois quer almoçar comigo. Até aí tudo bem... como sou carente acho tudo maravilhoso esse "grude" dela comigo. Sou completamente apaixonada por minha filha e tenho muito ciúmes em ter que dividí-la com o pai. Mas entendo a necessidade dela, como ser humano, e até a incentivo a encontrá-lo, no entanto ele não é tão disponível, o que nos faz ainda mais sermos unidas!!! Um outro fato é que com 6 aninhos ainda me pede colinho! Bom minha questão é; Será que esse "grude" comigo é porque ela dorme na mesma cama comigo todos os dias praticamente? Será que essa extrema timidez tem algo a ver com isso? Sei que vc não é especialista no assunto, mas achei plausível seus argumentos e bem colocadas as suas respostas e, diante disto, gostaria de saber a sua opinião como mãe que é, e que como eu, pratica co-sleeping. Aguardo sua resposta. Atenciosamente, Ezil

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  26. GRAÇAS A DEUS encontrei pessoas que pensam como eu. Aqui em casa, meu bebe dorme em um berço ao lado da minha cama, mas muitas vezes ele dorme em cima de mim. Muitas pessoas me criticam porque dizem que afeta na fase em que ele tiver que ser independente. Você tem alguma pesquisa/dados/etc que diga o contrário?

    Aguardando sua resposta.

    Artemísia

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  27. Nosso bebê nascerá esse mês e meu marido, sem saber nada sobre o assunto de cama compartilhada(sem pesquisar ou conversar sobre o tema) já demonstrou vontade de ter o bebê conosco, chegando a propor colocar o berço em nosso quarto, e depois, que ele durma conosco na cama, por isso eu estou em busca de informações sobre o assunto. E você está certíssima, sexo não precisa ser feito necessariamente na cama, no quarto, cadê criatividade? rsrs

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