26 fevereiro 2013

"Senhora. A senhora se chama Astolfo?" - o dia em que a pitaqueira sexista me tirou do sério

Que sempre tem um sem noção pra dar pitaco onde ninguém pediu, a gente sabe que tem. Sempre. Invariavelmente. Reproduzem-se por brotamento, talvez.
Mas não tá grande pra mamar? Mas chupa dedo? Tão grande no colinho? Ah, mas não vai na escolinha vai ficar antissocial... Ah, mas dorme junto vai ficar dependente. Ah mas... 
Sempre tem alguém que acha que a opinião dela é tudo o que falta na vida daquela pessoa que está ali quieta, na dela, vivendo, sem pedir conselho ou ir atrás.
O mais indignante, indignante mesmo, é que a pessoa acha que pode dar pitaco, que pode te importunar e te abordar bem non sense, mas  você não pode retrucar! Não pode responder porque é "deselegante", porque é "constrangedor", porque há que se ter "paciência". 
Vai me desculpar, mas deselegante é abordar mãe e filho, pai e filho, cuidador e criança, pra se intrometer na vida deles. Vamos combinar que isso está liberado apenas no caso da criança ter sua integridade física e emocional ameaçada. Mas pra dar pitaco a respeito do que ninguém perguntou?! Ah, vai pra Teerã e me deixa aqui no meu canto, em nome da paz.

Hoje, dia que já começou mal, comigo me perguntando aos cinco minutos do primeiro tempo por que foi que levantei da cama, fiz uma pausa geral e, em plena segunda-feira, peguei a Clara e fui passear. Passamos a tarde inteira passeando pra dar aquela desopilada e nos curtindo sozinhas. Brincamos, corremos, rimos, cantamos e tal. Delícia. Voltei bem, tranquila, pronta pra recomeçar os trabalhos de onde parei.
Mas vamos à história do pitaco.

Então entramos em uma loja de brinquedos e a Clara pegou da prateleira um brinquedo azul. 
E lá vem ela...
Aquela pessoa que mora em todas as cidades do mundo e adora dar opinião quando ninguém pediu.
Aquele ser que surge como fumaça, do nada, como por geração espontânea. Nem havia notado a presença dela ali, e num segundo ela aparece.
Aquele elemental do pitaco. O gnomo do azar.

- Não, bonequinha linda... - dirigindo-se à Clara - Azul não, azul é de menino. Pede pra mamãe pegar aquele ali pra você, que é [adivinha?!] rosa.
E pega no bracinho da Clara (ahhhh!) e tira o brinquedo da mão dela (ahhhh!)!!
Pensa na minha cara...
Caiu tudo de seus devidos lugares: o queixo da cara, os butiá do bolso, o cu da bunda.
Eu não acreditava naquilo. Além do pitaco... pegar no braço da minha filha e tirar da mão dela o brinquedo?!
Mas foi na mesma hora que chegou a cajazeira. Driblou meu cérebro, foi mais rápida que meu pensamento, aproveitou-se do avesso do dia, incorporou e "deixa vir!", apossou-se da minha língua.

- Ei ei, senhora, senhora!! Quiéisso?!! A senhora pode fazer o favor de devolver o brinquedo que minha filha pegou?! Por favor?! Por favor?!
Repeti muitas vezes o "por favor" por puro nervosismo. Parecia a mulher do sanduíche, íche, íche. Acho que falei mil vezes o por favor pra não falar um palavrão na frente da Clara.
Clara diz, com carinha triste:
- Não é mininu... - e olha pra baixo. Mais por ter tido o brinquedo tirado da mão do que por ser menina ou menino, que isso aqui em casa nunca foi diferenciado assim.

A senhora ainda diz (porque sem noção é moto contínuo, não tem fim):
- Moça, não fica bem ensinar essas coisas pras crianças.

Eu, que já tinha fugido do trabalho acumulado pra dar uma desestressada, respirei muito fundo, muito fundo. Muito fundo. Íche, íche.
Fiquei parada olhando pra ela sem dizer nada, como naquela brincadeira de olhar pra ver quem ri primeiro.
Séria. Indignada. Nervosa. Indignada. Muito indignada. Íche.
Eu lá parada olhando já a alguns segundos... Constrangedor. Nada passava na minha cabeça naquele momento, eu só queria encarar aquela pessoa indecente.

Ela:
- Moça, vai ficar me encarando?

Olhei bem pra ela. E o divino fez meu olhar ir direto na blusa de linha dela. AZUL.
Voltei os olhos pro rosto após notar a cor da sua vestimenta.

- Senhora. A senhora se chama Astolfo?!
- Como?!
- A senhora. A senhora se chama Astolfo?!! - não sei de onde eu tirei isso agora, de repetir a palavra quando fico nervosa...
Ela me encarando com cara de que preciso de tratamento.
- Porque a senhora está vestindo uma camisa AZUL [leia dando ênfase ao AZUL] e o sapato da senhora também é AZUL [era mesmo! Oh glória!]!! E a não ser que a senhora seja a ROGÉRIA [já praticamente gritando], não deveria estar vestindo azul, segundo seus princípios. Porque azul é coisa de ME-NI-NO!! A Rogéria é menino, então ela pode usar azul, de acordo com a que a senhora pensa. A senhora é menino, então?! Hein?! A senhora é a Rogéria?! A senhora é menino?!

Ela ficou louca:
- MAS É CLARO QUE EU NÃO SOU A ROGÉRIA!!!

- MAS É CLARO QUE A SENHORA NÃO É A ROGÉRIA!! - eu disse [barraco, gente, bafão, a antítese da phynesse] - A Rogéria não é preconceituosa! A Rogéria não é sexista! A Rogéria é uma senhora distinta que não dá pitaco na vida dos outros!

Virei-me para Clara e disse:
- Filha, azul é de todo mundo. Rosa também é de todo mundo. E dá tchau pra tia! (não sei nem de onde tirei essa de "dá tchau pra tia").
Peguei-a no colo e saí pisando duro.
Já no meu colo, Clara pergunta: "É Rogéria, mãe?".
Olho pra ela e começo a rir aquele riso que a gente segura e sai pelo nariz, fazendo barulho.
Vou pro corredor ao lado. E ouço o diálogo:

- O que foi mãe? 
- Aquela moça ali. Perguntou se eu sou a Rogéria!! - diz a senhora, indignada, indignada, íche, íche.
- Quem é Rogéria, mãe?
- Não é ninguém. Vamos sair daqui.

Claro que eu não recomendo esse tipo de resposta a ninguém...
Claro que eu recomendo que as pessoas sejam cordiais, e doces, e amáveis, e expliquem com paciência, com desvelo, que não tem nada a ver esse negócio de azul pra menino e rosa pra menina, com doçura, complacência, compaixão, benevolência e... PERAÊ, QUALÉ! Tá na hora desse povo tomar simancol no lugar do rivotril!
Seus dias de pitaco acabaram, rapaziada!
Que eu não vou permitir que gente sem noção dirija esse tipo de preconceito e sexismo pra minha filhinha, a quem crio com sentimento de equidade, igualdade e respeito às pessoas, independente se são meninos, menina, meninxs ou menin@s.
Vai ser sexista assim lá na casa do cacete!
Quer dizer, só se for vestida de azul.
Porque cacete é coisa de menino...


PS: Essa foi a primeira vez que eu me alterei em uma situação assim. Senti-me, e à minha filha, invadida e desrespeitada. Quando vi a senhora pegar no bracinho dela e tirar da mão dela o brinquedo, então, nossa senhora, fiquei por conta...

PS2: Em tempo, é importante que eu diga: eu adoro a Rogéria. Rogéria é uma artista brasileira transgênero. É atriz, coreógrafa, cantora, divertida. Adoro.

PS3: Eu normalmente não escrevo cus e cacetes. Desculpem-me os leitores que não gostam desse tipo de expressão. Mas tem hora que é foda.


105 comentários :

  1. Foi uma reação legítima e até pacífica, eu não teria sido tão educada, kkkk. Detesto esse tipo de invasão, ainda mais quando inclui meus filhos.
    Adorei o texto!

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  2. Amei a sua resposta! E você pensou super rápido! Eu fico com raiva e choro depois, vou guardar essa pra uma oportunidade!

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  3. Onde eu assino? Muito bom, muito bom, muito bom. Sanduiche iche!
    rsrsrs
    Abraços

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  4. kkkkkk, adorei, nem noção nenhuma essa pessoa, eu por exemplo gosto de carrinhos, adoro azul, tanto é, que a carteira de trabalho, de ambos os sexos é azul, gostei de sua atitude, bombou, abraços

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  5. Adorei! Aqui com o Diego é bem assim, ele pega as bonecas da vizinha pra brincar, e ninguém da família fala nada, aí chega uma tia de fora, falando que ele vai "virar veado" pq se interessa por bonecas... Ele só tem 1 ano e meio, coitadinho! Eu quando era criança brincava de carrinho, super heróis, minha mãe nunca ligou e minhas tias sempre falando que eu ia "virar sapatão", eu engravidei com 14 anos, foi tipo um CHUPA TIAS kkkkk enfim, se o meu filho quer brincar de boneca, qual é o problema? Ele, pelo menos ta aprendendo a cuidar de uma mulher, e ta super feliz assim. E se for "virar veado" como dizem? Vou aceitar, numa boa, é meu filho, vou apoia-lo no que ele quiser ser, desde que seja FELIZ!

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  6. Ai Lígia, ri muito aqui. Porque tem momentos que só palavrões são capazes de definir a indignação diante tanta estupidez...Palavrão é catártico!

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  7. Desacreditei do papo absurdo da mulher! PEGAR na sua filha? TIRAR o brinquedo da mão dela? VOMITAR valores DELA no ouvidinho da SUA filha??? Sem noção. Total. Insanidade. Fim do mundo...rs

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  8. Olha, caiu tudo de seus devidos lugares por aqui também!
    Já vi gente fazendo isso com adulto, quando quer impor sua religião, por exemplo, mas querer escolher brinquedo pra filha dos outros, pegar no braço da filha dos outros, arrancar o brinquedo das mãos da filha dos outros, implicar com a cor do brinquedo que a filha dos outros escolheu e ainda bater boca com a mãe, dizendo que ela está ensinando errado pra sua filha, tudo assim, numa só vez e do nada?
    PARABÉNS pelo autocontrole e pela bela lição!
    Eu costumo ser tranquila, mas se fizessem isso com meu filho... sei lá, acho que eu surtaria, surtaria, surtaria... (risos)
    Aff!...

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  9. Lígia, adorei seu texto. Perfeito, assim como todos os outros que li. Vc mandou muito bem, mesmo sendo pega de surpresa! Depois de ler o seu relato, eu parei pra pensar sobre os pitacos que recebi nesses dois anos de maternidade. Acho que eu devo ser dessas pessoas que atraem pitaqueiros de plantão. Infelizmente, tudo na minha vida virou motivo para intromissão. Tá certo que, quanto mais diferente for o seu modo de educar e cuidar, mais motivos terão para se intrometerem. Mas, isso não lhes dá o direito, né não?! Vou contar um "causo" dos muitos que coleciono, todos com muito "carinho". Fui a uma festa infantil com meu bb de dois aninhos. A criançada, como de costume, se empanturrando com toda aquela comida ruim que é servida. Eu, como sempre, levei uma termica com frutinhas (pratica comum pra nós)de dentro tirei um pote de uvas e ele comeu feliz, pq não conhece outro tipo de alimento que não seja o saudavel. Tudo isso sem alardes, sempre nos cantinhos para evitar os olhares de reprovação que, infelizmente, já estamos acostumados. Uma convidada incherida gritou do canto onde estava "ele não come doces?" eu expliquei educadamente que estavamos fazendo o possivel para evitar a introdução dos doces na dieta dele e... blá, blá, blá. Simplesmente, depois de tudo que eu expliquei ela me pergunta: "mas de onde ele tira energia se não come doces?" e essa criatura era mãe de uma das crianças da festa :/

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  10. Flavia,

    Lígia, ri litros!!! "tomar simancol no lugar do Rivotril" kkkk

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  11. Há! Pegou no bracinho do seu bebê? Falou sobre precoceitos com seu bebê? Menina... você foi muita elegante!

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  12. Muito bom o texto e melhor ainda sua resposta! Confesso que eu reservaria todos os "cus e cacetes" pra responder pra essa fulana...kkkkk Um dia eu chego lá e aprendo a me controlar...kkkk

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  13. Primeiro: concordo plenamente com o fato de que ninguem tem que dar pitaco furado na forma como ensinamos os nosso filhos e também fico injuriada quando fazem algo do tipo. Segundo: rolei de rir com o texto, apesar de ser assunto sério ficou muito hilario a forma como escreveste... Parabéns.

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  14. Um dia minha filha de 6 anos me disse que rosa era de menina e azul era de menino. Estava chovendo e estávamos embaixo de um guarda-chuva azul. Fechei o guarda-chuva e disse,"então vamos na chuva, porque não podemos usar azul". Alguns passos embaixo da chuva e ela entendeu que isso tudo é uma grande bobagem. :)

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  15. Olha... sensacional!!! Já cheguei a dar muita resposta atravessada quando vinham abordar a minha idade quando estava gravida da minha filha. Gente sem noção precisa aprender na mesma moeda. Engolir sapo e sorrir só nos faz mal e pior, faz com que esse intruso continue repassando a mesma atitude mundo afora.
    Parabéns por sua resposta e jogo de cintura! Que essa senhora repense em suas atitudes ou então pare de usar azul hahahah

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  16. Gargalhando!!!! Parabéns pela rapidez! A-DO-REI!!!!

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  17. Nossa, ri demais aqui!!! As expressões que vc usou são ilárias!!! Adorei!!!

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  18. Caríssima Lígia, você é um ser humano excepcional! Parabéns,parabéns por tudo que você faz aqui por nós seres humanos; humanos plenos. Elis

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  19. Adoro seus textos, parabéns, adorei. Tem momentos que a gente fica olhando e pensando. O que eu digo? A minha filha entrou na escolinha este ano, eu e meu marido trabalhamos e ela ficava com os avós o dia todo, cada avó com uma forma completamente diferente de "educar". A adaptação na escola foi difícil. Fiquei praticamente 1 semana sem conseguir almoçar. Diante da resistência dela, pensei muitas vezes, será que estamos fazendo a coisa certa? No meio desse turbilhão de sentimentos, eis que vem uma das avós e diz: Olha, não quero me meter, mas vocês tem que ser mais duros com ela, tem que deixar chorando que acostuma. Vi o estado que minha filha ficava e achei isso de uma insensibilidade, falta de amor, de carinho. Eu queria acima de tudo que minha filha curtisse a escolinha. Hoje ela adora, pede pra eu levar. Algumas pessoas ainda não entendem que com amor e carinho tudo fica mais fácil e menos traumático.

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  20. Hahahaha... Seria cômico se não fosse trágico!!! Situações como essa não são fáceis, minha filha adora carrinhos e bolas, e ja ouvi cada coisa, quando visto ela de azul então... Isso aí Lígia, ta na hora da tolerância zero... To na fase, entendeu ou quer que eu desenhe???? Ri muito com o sanduíche íche!!!

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  21. Perfeito!!! Senti um alívio imenso lendo, pensava que essas coisas só acontecessem comigo e o pior é isso mesmo, falarem o que querem e depois acharem um absurdo a gente retrucar, reclamar, dar uma resposta atravessada. É lamentável que além de lidar com as venturas e reveses da maternidade a gente ainda seja obrigada a lidar com esse tipo de coisa, mas é a vida!
    Parabéns pelo texto e blog!

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  22. Não podia ter respondido melhor e não tiro sua razão!! Parece que tem uma geração inteira de pessoas que acham que a vida alheia é na verdade uma vida coletiva... Acho que é muita gente lendo revista de fofoca kkkkkkkkkkkkkkk Acham que podem se intrometer e que ninguém pode achar ruim... Acham que estão em pleno direito de espionar, julgar e constranger as pessoas com opiniões e atitudes cheias de preconceito e descriminação, e, que estas, são obrigadas a ouvi-las e atendê-las sem pestanejar... Grávida e mãe então, sofrem demais... Ou ficam surdas ou brigam... Também estou cansada das pitaqueiras!!! Nem imagino o que faria se fizessem isso com a minha filha... Não sei se teria tido esse autocontrole... Acho que teria tampado o ouvido da criança e dito uns belos palavrões kkkkk

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    1. Rindo muito até agora e compartilhando!!!!!!!! Esse mundo precisa mudar muuuuiiiiiiiitttttttooooooo ainda!!!

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  23. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    A-M-E-I a reação e a resposta!!

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  24. Eu teria a mesma reação, só que não tão inteligente...rsrs

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  25. Assino embaixo, aqui tbm não temos essa coisa de que menina pode isso e menino aquilo, ainda não passei por algo semelhante e espero não passar, já no pitaco do andar e falar eu andei dando as minhas respostas, coisa como: ela vai andar muito futuro então deixa ela curtir o colinho da mãe que é bom D+ ou eu não tenho pressa, foram respostas leves mas que serviram p/ não falarem mais. Acho um saco esse tipo de gente.
    Adorei conhecer o teu blog, vou voltar outras vezes.
    Bjs
    http://minhaflorbela.blogspot.com.br

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  26. Sensacional! Nem sou mãe, mas concordo em gênero, número e grau. E a caminha dos meus gatos (machos) é rosa!

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  27. Giulia teve um carrinho de brinquedo tirado das mãos por um menino um pouco mais velho que ela, sob a explicação de que "carrinho é coisa de menino, me dá aqui". Fiquei fula da vida! O carrinho é dela, ela gosta de brincar de carrinho, DEIXA MINHA MENINA EM PAZ! Na hora me deu um troço e falei pro menino- amiguinho, sua mãe dirige? Pq mulher e carro não pode né? Será que sua mãe é menino? - Ok, me senti meu malvada, até pq o guri ficou com uma cara de ponto de interrogação, mas ah, toma aí mãe que ensinou seu filho a ser sexista!

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  28. Euzinha, me senti vingada! Vingada! Vingada! ;-)
    Excelente texto. beijo,

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  29. O filho de uma amiga pediu que a mãe lhe fizesse um cachecol cor de Rosa. O pai escutou a conversa e disse que rosa era cor de menina. Prontamente o menino respondeu: Pai cor não tem sexo!!! Penso da mesma forma!!!

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  30. Amei... Neste exato momento em que leio esse artigo estou com meu menininho no colo e uma boneca que era minha, que ele adora e chama ela de bebê. É claro que meu sogro já viu e já repreendeu ele: brincando de boneca??????? Eu só respondi que era da mamãe, acho q não tenho que me queimar com ele, afinal ele só vem as vezes, não vai fazer diferença a opinião dele nesse aspecto. Já comprei camisetas de modelos masculinos, tipo pólo, rosa e lilás, e acho que ele fica lindo. Penso que a "cor de menina" e o modelo masculino se equilibram. Confesso que não ficaria feliz se meu filho se tornasse homossexual. Acho uma vida sofrida ainda nos dias de hoje, além do que, vai contra as minhas crenças. Mas definitivamente não são as cores e o tipo dos brinquedos que vão definir isso. Não incentivo, mas não proíbo. Acho que tudo que é extremista faz mal. Acho que encontramos o equilíbrio pra nós.

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  31. Adorei, adorei ! Se um destes seres " pitaqueiros" toca um dedo em um dos meus filhos, eu juro que esqueço toda a educação que a minha mãe me deu !

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  32. Adorei! Ri alto. Tô almoçando aqui na mesa do trabalho, stressada, louca... Aí parei e li seu texto. Salvou o dia! Que a história se espalhe e todas as pitaqueiras sem noção saibam que nós, mães, podemos surtar também!

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  33. Afff, ri às tampas e me desopilou o fígado também.
    Não lhe parabenizo pelos palavrões, mas também não recrimino, porque isso é coisa de mulher-cristã-bem-criada-e-domada, mas que eu A-D-O-R-E-I, eu adorei!
    Vá cuidar cada um de seus devidos buracos, que coisa!

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  34. Sensacional. Venho sempre aqui, leio, mas raramente comento. Mas esse post não poderia deixar passar. Fico extremamente irritada com essa divisão "de menino/de menina". Já passei por situação semelhante: vi uma senhora "Astolfo" tirar uma boneca das mãos do meu filho. "Boneca não, porque é brinquedo de menina. Toma aqui esse carrinho". Na hora interferi, devolvi a boneca e fim de conversa. Pena que não tive a brilhante ideia de olhar para a cor da blusa e dos sapatos da pessoa...
    beijo

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  35. Nossa! Se eu fiquei com ódio só de ler, imagino você! E não bastasse o papo de "azul é de menino", a mulher ainda tira o brinquedo da mão dela??? Sinceramente, não conseguiria ser tão educada. Tiraria o brinquedo da mão da tal mulher e devolveria pra minha filha. Lígia, não sei pra vc, mas pra mim esse papo de sexismo na infância, especialmente, é estressante! Ô gentinha, né? Humpf!
    Texto fantástico!
    E sobre pitacos não solicitados, lembrei de um recorrente. Minha filha ama chocolate (sim, eu dei a ela, é gostoso pra caramba, mas tudo com moderação, óbvio) e, vira e mexe, quando vamos ao shopping, acabamos passando numa loja de chocolate e compro um mini tabletinho de chocolate meio amargo (55% cacau). Pego-a no colo para que ela mesma pegue o dito cujo e levamos ao caixa. Nesse momento, SEMPRE ouço a mesma coisa:
    Atendente/Caixa: Esse é meio amargo.
    Eu: Sim, eu sei.
    Atendente/Caixa: É pra ela? (apontando pra minha filha de 3 anos)
    Eu: Sim. (monossilábica, sem paciência)
    Atendente/Caixa: E ela gosta? (fazendo cara de nojo)
    Eu: Ela adora! É o preferido dela. E ainda bem porque tem menos açucar e faz menos mal à saúde.
    Às vezes estou com saco e explico numa boa, inclusive na esperança de conseguir "converter" a pessoa para uma alimentação menos ruim, mas geralmente, me irrito.

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  36. Ah! Esqueci de ressaltar uma de suas frases de impacto: "Tá na hora desse povo tomar simancol no lugar do rivotril!"
    Huahuahuahuahuahuahaua! Adorei!

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  37. Excelente! Eu ri muito e consegui me ver em diversas partes do texto. Gente assim serve para algo bem legal - inspirar pessoas como vc a escreverem textos tão engraçados. Parabéns!

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  38. Ri muuuuuuuitooooooooo!Me inspirou para ter uma atitude dessa quando esses seres alienigenas vierem tirar nossa paz.

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  39. Ri muito, Lígia! Bem que fizeste! Gente sem noção! Como tu bem falaste, a pessoa pode o tanto sem noção que quiser, mas a gente não pode retrucar por ser falta de educação, ah vá para o Teerã (adorei).
    E do texto, menina, dei muita risada. Do iche, iche, kakkkk

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  40. anotada no caderninho a Rogeria!!!rsss (que eu adoro tbem)

    tivemos uma dessas, comecei o desfralde, o penico da casa da minha mae, é um gatinho, todo rosa, todo menina!
    Voltamos na loja pra comprar um pra deixar em casa, e....ela quis o AZUL!
    Sim comprei o gatinho azul,apesar de todos os olhares inconvenientes do tipo: "mas ela é menina"!

    e ela ama o gatinho que se chama Pipo!rsss

    Amei, e ri alto demais aqui com a historia!!!

    bjs
    Paula Beça

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  41. Se formos pensar de maneira lógica, bancar a louca não é a melhor opção... mas, nesse caso, a invasão foi extrema!! Como assim pegar sua filha pelo braço e tirar o brinquedo dela??

    Quanto a repetir uma palavra quando está nervosa, me lembrou o Jacó dois-dois, que passava no Cartoon... hahahahahahaahah Quando ele ficava nervoso, repetia a última palavra!! haahahahah

    Ri muito com o texto!! Abraços

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  42. Sensacional. Eu jamais chamaria a mulher de Rogéria eu ia baixar o nível total. Num disparate desse não sei nem se conseguiria reparar que a blusa da sujeita era azul, mas foi sensacional. Abaixo às sem noção (que ainda por cima são preconceituosas).
    beijos

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  43. Oi, cheguei aqui nesse post através de uma postagem no Facebook, e quero te dar os parabéns.

    Não pelos seus valores de igualdade de gênero (que são TUDO de bom), não pela sua resposta (que foi MARAVILHOSA), não pelo post (que foi SENSASIONAL). Mas pela sua PACIÊNCIA.

    Por que, olha, eu na sua situação teria sido tão, mas tão grosseiro que provavelmente teria ido preso. Tenho uma sobrinha de oito anos que vive lá em casa, e eu tento o tempo inteiro fazê-la entender que as cores são de todo mundo, e que ela pode brincar com todos os bonecos (perdão, "action figures") to tio nerd dela, independente de serem personagens masculinos ou femininos, e tirar todo o lixo sexista que a sociedade teima em enfiar na cabeça das crianças. Ter meu esforço minado por uma estranha intrometida não ia prestar MESMO.

    Grande abraço!
    J.

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    1. James, obrigada!
      Mas eu tenho que ser sincera... Não foi uma cena bonita e ter escrito amenizou em muito o tom de barraco que rolou.
      Isso foi em meio a dedo na cara (horrível, hahahaha).
      Eu não sou tão paciente quanto parece.
      Eu sou o cão, kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Grande beijo!

      Ligia

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  44. Parece que gravidez e maternidade é autorização para pitaco, me senti um pouquinho vingada, em 8 anos de maternidade, 2 filhos, vc imagina o tanto de pitaco que já ouvi....por usar sling, por tentar ter uma alimentação minimamente saudável, por não colocar os filhos numa escola que alfabetize as crianças aos 3 ou 4 anos, por selecionar quais vacinas eu achava que devia e quais eu preferia não dar, por tentar evitar o consumismo enchendo os filhos de brinquedos inuteis, lendo o texto me vi anos atrás quando uma louca aqui do meu condominio não só tirou o brinquedo do meu filho como também bateu com brinquedo na cabecinha dele, desnecessario dizer que parti pra cima dela como uma leoa, e o auge foi quando uma ilustre resolveu me interpelar no meio do supermercado, o barraco foi tanto que a a fulana saiu esbravejando me ameaçando chamar o "conselho tutelar", rsrsrs e eu ainda lhe ofereci meu celular para que ela então chamasse o conselho.
    Parabens pelo espirito e por dividir conosco de forma leve e divertida,
    Bjs

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  45. Muito interessante ler esse post justamente hoje, quando recebi um “pitacão” e o comentário mais absurdo dos últimos tempos, assim, os dois, de mãos dadas. Moro numa pequena cidade no sul da Alemanha e recentemente descobri que a caixa do supermercado que frequento é brasileira também. Hoje meu filho não foi à escola e o levei às compras, passei pelo caixa da moca e ela me pergunta: - quantos anos ela tem? Eu disse, é ele, seu nome é Adam. Ah, disse ela, pensei que era menina porque tem cabelos compridos. Na hora pensei em perguntar se ela era homem porque tem cabelo curto, mas simplesmente respondi a pergunta inicial, ele tem 2 anos. – E ele fala português? Eu disse, bem, ele entende, mas falar ainda não fala, nem português, nem alemão. Nossa, com dois anos e ainda não fala? Meu sobrinho tem essa idade e é um tagarela. Com minha paciência já se esgotando respondi, bem cada criança se desenvolve de maneira diferente, além disso crianças com SD normalmente começam a falar mais tarde (meu filho tem T21). Ela, não desistindo , porque como você disse, eles nunca desistem, me olha e diz: - nossa, eu não tinha notado que ele tem problema. Isso mesmo, problema. Assim como você, senti tudo caindo do meu corpo e senti também minha cara pegando fogo. Já imaginei a cena, eu gritando com aquela mulher, chamando-a de louca, sexista, preconceituosa, ignorante, insensível... e todos me olhando sem entender uma palavra do que eu dizia. Mas reprimi o desejo, respirei fundo mais uma vez e respondi - Mas ele não tem um problema, ele tem um cromossomo extra. - Ah, sim, continuou ela, mas você entende o que quis dizer né? Eu que já pegava minhas compras saia em silencio, sem responder nada, mas então pensei, não, se eu não disser nada, vou passar semanas remoendo isso. Então virei-me, voltei alguns passos (ela já atendia outro cliente) e disse: - não moca, eu não entendo, na verdade eu acho que quem tem problema aqui é você, mas como eu não sou tua amiga, não convivo contigo, alias nem te conheço, esse problema é somente teu. Quando sai do supermercado minha cara estava fervendo e nem a neve que caia lá fora foi capaz de esfriar minha cabeça. Que situação!

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  46. ADOREI a sua atitude! Que abusada essa mulher! Nunca tive muita paciência com gente pitaqueira... Esse povo está em todo lugar, implicando com o que a gente veste, escuta, gosta e até com o que a gente come...

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  47. Você, do alto dessa sua figura linda, fazendo esse barraco em nome de tudo que a gente acredita, lavou minha alma! Me vi i-n-t-e-i-r-i-n-h-a na cena, e a mulher era bem capaz de ter corrido de nós, hahahahahaha!!! Aqui, após 9 anos e meio de resistência ao mainstream sexista, tenho uma menina que brinca com tudo, mas ama Playmobil com temas "dimininu" e cavalos. Cores prediletas? roxo e preto, ui!

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  48. Tive duas meninas (hoje mulheres formadas) e optamos por não lhes furar as orelhas, deixando essa opção para quando crescessem.

    Tínhamos uma parente que insistia em dizer "que lindo menino!", sobre nossa 1ª filha, fazendo-se de esquecida para impor a condição de que "menina usa brinco".

    Até que um dia estrilei:

    — Você está cansada de saber que é menina!
    — É que ela não usa brinco!
    — É, nasceu sem. Você por acaso nasceu de brinco?

    Constrangimento no almoço de família.

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    1. Gerson, amei sua resposta! Vou repetir sempre que alguém falar sobre os brincos!

      Até furamos as orelhas da nossa filha, mas ela arrancou os brincos. Desistimos, agora só quando ela quiser. Mas as perguntas são constantes... :(

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  49. Ligia, li o texto logo que você compartilhou na página do facebook e agora vi a repercussão que ele teve. Queria te sugerir que você mandasse seu texto para o blog da Lola (Escreva, Lola, Escreva), como um guest post. É sempre bom dar maior visibilidade para como essa questão do sexismo nos afeta desde a infância. Um beijo. Mariana, da Helena que brinca com o brinquedo que quiser, usa roupas coloridas consideradas de menino e que sempre ouve a mãe falando, quando questionada se é menino ou menina, que, por enquanto é menina.

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  50. Meu filho ainda nem nasceu mas so de pensar em alguem tirando um brinquedo da mao dele por ser "improprio pro sexo dele" e pegando no braço dele meu sangue ferveu! Acho que teria ido pra delegacia numa situacao dessas!

    Alias seu blog tem sido um exemplo pra mim! Continue escrevendo e lutando pelos nossos direitos como mães e mulheres!

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  51. Incrível, adorei!!! Acho que faria o mesmo!!! Que tal usar a Vera Verão da próxima vez? HAHAHAHA
    Compartilho do que você acredita!!! ;) Beijos e muito azul para todAs aqui!

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  52. Ri algo, me senti vingad@ mil vezes mas vou dizer q o texto é quase perfeito. Eu seeeeeeei q ninguém pediu minha opinião. Mas sendo o assunto tão delicado como gênero, sendo vc uma pessoa d mente tão aberta e ligada na criação da sua filha, espero q não soe tão ruim
    Não acho q foi legal chamar a Rogéria - que a própria autora diz em seu "PS2" ser "transgênero - de menino. Claro q na hora q a gente esplode as palavras simplesmete saem! E eu nem sei como ela (a Rogéria) se identifica: como menino ou se usa pronomes masculinos para se referir a ela própria. Mas sendo transgênero, ela provavelmente se identifica como mulher, sendo assim, chamar de menino tá longe d ser legal.
    Só achei importante apontar já q ninguém comentou.

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    1. Oi "não sei seu nome",

      Sim, esse é um questionamento super importante MEEESMO!
      É muito importante que a gente trate a pessoa como ELA se vê, não como nós a vemos, porque aí entra a questão do respeito.
      Mas a Rogéria é uma pessoa muito franca nesse sentido, sem maiores amarras. Há uma frase dela muito interessante, que é: "O fato de ser gay não significa que eu não sou homem!" e em muitas entrevistas ela se refere a si como homem, biologicamente falando, como menino.
      Então nesse caso tá liberado o "Rogéria é menino", kkkkkkkk
      No meu perfil no Facebook, uma amiga contou que voou com ela em uma ponte aérea. Ela foi guardar a bolsa na parte superior e o comissário veio ajudá-la. Ela disse: "Meu bem, não precisa, obrigada. Eu sou Rogéria. Mas também sei ser Astolfo".
      É como o Laerte.
      Eles se dizem homens. E isso não exclui suas partes mulheres.
      Adoro isso!!!
      Ah se todo mundo fosse bem resolvido assim...

      Abraços!

      Ligia

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  53. Olha, é muito bom qdo a pessoa é espiritualizada e consegue conter seus instintos primitivos, é muito bom qdo a pessoa é elegante e consegue não despentear os cabelos, em meio a tempestade, é muitíssimo bonito qdo a pessoa toma refrigerante c consegue não arrotar mas, sinceramente, se eu encontro com essa criatura sem batismo, botando a mão na minha neta, vc ia se recordar direitinho de onde veio, assim que me visse manda-la tomar no meio das beiradas e fazendo-a tomar, que não to nesse mundo para ser apenas teórica.
    Ui, me subiu o calor!!!

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  54. Morri de rir com seu texto... Passei por situação semelhante na praia... O povo que adora dar pitaco! Mas a minha também levou uma resposta atravessada, hehehehe!

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  55. Muito bom o texto! Vou lembrar da próxima vez que alguém reclamar que o Alex usa babador lilas :) E fico rindo de bobeira no trabalho toda vez que lembro do iche iche!

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  56. Que feliz ver mães criando os filhos assim. Eu uma única vez quis muito dar um pitaco para uma mãe, mas era exatamente pela situação oposta a descrita. Numa loja de brinquedos vi um menino lindo chorando porque queria levar um ursinho com blusa rosa enquanto a mãe e a vendedora ficavam tentando fazer ele pegar o de blusa azul... aquilo me cortou o coração. Mas eu não me meto na criação de desconhecidos.

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  57. Oi, Ligia! Acabo de conhecer seu blog através de uma grande amiga e estou adorando. Este texto, particularmente, é saborosíssimo, sob vários aspectos. Adorei a narrativa, ágil, bem-humorada, inteligente. E amei a sua atitude. É de mães assim que este mundo está precisando.

    Aproveitando a oportunidade, li sua trajetória acadêmica e identifiquei-me bastante. Também dei uma guinada total após um pós-doutorado sofrido e sem sentido. A diferença é que ainda estou tateando sobre o que fazer.

    Parabéns pelo blog e pelos excelentes artigos! Foi ótimo poder conhecer um pouco de você e seu trabalho!

    Um grande abraço!

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  58. Caio adorava, amava cor de rosa. Até anteontem, quando veio com o papo de cor de menina... Onde ele esteve? Só na escola e na casa da vó. Esses sao os oitavos mais difíceis de lidar...

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  59. Ligia,

    Essa história não poderia ter sido melhor contada! Parabéns pelo texto! Parabéns pela atitude!

    Lissandra

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  60. Adorei e divulguei !!! Me fez lembrar da quizumba que minha irmã criou porque meu sobrinho pediu uma Barbie de presente pra mim ... e eu dei, duas.

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    1. Adorei vc.... tenho menino, e por mais nao sexista q tente ser nao imagino como eu iria lidar se meu menino me pedisse uma barbie, vou dar e duas....

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  61. Lendo o texto lembrei de uma situação um tanto quanto diferente que presenciei.

    Sou homossexual e eu e meu namorado certa vez fomos convidados por uma amiga para a festa de sua filhilha, que estava completando 4 anos.
    Entre os convidados havia um menino da mesma idade que era um beijoqueiro XD, estava dando beijinhos em todas as meninas da festa. Os adultos viam e comentavam, todos achando a coisa mais fofa do mundo.

    Até o momento que ele na inocência de criança foi lá e fez o mesmo com um menino.
    Então uma adulta pitaqueira foi "denunciar" para os pais da criança que já deram uns tapas no filho e explicaram que aquilo não pode.

    Para a criança aquilo não era um exercicio de sexualidade, mas sim uma brincadeira, e o coitado ficou sem entender direito o porque tinha apanhado só naquele momento.

    Como sei que não é meu papel dar pitaco na maneira como outros criam os filhos eu simplesmente me despedi do casal de amigos que nos havia convidado e de suas filhas e fomos embora.

    Acho incrível como o preconceito das pessoas fica mais claro quando se trata da maneira que criam os filhos.

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  62. Eu, como prof de Arte dedico parte da minha carreira a libertar as crianças dos aprisionamentos das cores... Principalmente do hit top 10 das aulas de arte, a "cor da pele"... me contorci de rir aki, muito boa a reaçao.. a pobre nao deve saber nem o que a atingiu até agora kkkkk

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  63. Ligia, chorei litros de rir! Me senti muito vingada tb! Um milhão de vezes parabéns... Eu queria ser uma mosquinha pra ver a cara da "tia Astolfo". Eu já odeio chegar em lojas e ver aquele monte de panelas, pias, ferros de passar e eletrodomésticos, todos na cor rosa e lilás... Pq não amarelo, vermelho, azul? Pq só menina pode brincar com essas coisas??? Pq meu filho não pode brincar de "rec-rec" (aquelas comidinhas que grudam e desgrudam com velcro, sabe? rs)... Ele conheceu na casa de uma prima e adorou... Um dia resolvi comprar pra ele, mas fiquei tão de saco cheio dentro da loja que me neguei a gastar $$$ naquela loja com tanto funcionário sem noção. Pitaqueiro e sexista. E quem pagou por isso, coitado, foi meu filho que ficou sem as comidinhas de brinquedo. Bem lembrado, tá na hora de ir a outra loja comprar as comidinhas pro meu filho brincar de "papai" - pq aqui em casa o marido cozinha sim, e isso não faz dele um homem menos homem (existe isso? rsrsrs)... Pq "ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino..." - já dizia Pepeu Gomes.

    E um grande "blááááárgh" pros sexistas de plantão! :P

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  64. Eu também não costumo escrever certas coisas, mas PUTA QUE O PARIU, que mulher escrota!!

    Ainda não tive o peito que você teve, ams comigo me aconteceu algo similar, lê aqui:

    http://www.umnovotempo.net.br/index.php?option=com_content&view=article&id=76:cor-derosa-e-pra-menina&catid=1:blog

    Ainda vou rodar a baiana como vocẽ rodou! MInha ídola, hahahahah!

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  65. Ligia, ri muito, e sim tem hora que descemos o barraco, acho digno ainda mais quando o assunto nos toca. Essa senhora nunca mais fará isso, pelo menos não com vc! Huauauauauaua

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  66. Gente, adorei! Quando vem comentário sexista/racista/machista, meu filho pergunta: mãe isso aí é machismo né? ele ainda não assimilou as diferenças... mas eu acho o máximo que ele ache que tudo de ruim que tem é machista. rsrsrsrs. O pai dele é que tem de dedicado a explicar o conceito de "preconceito" e suas várias faces. Ah, ele tem 10 anos e diz que os tenis roxos e a camiseta rosa que ele fez a tia comprar para ele numa ida ao shopping são para usar juntos: "são do hip hop e eu fico é maneiro vestido assim". foi pra escola nessa beca e chamou os colegas que quiseram pagar no pé dele de machistas - rolou até discussão na turminha sobre o assunto, chegou em casa todo prosa... "a professora me defendeu e me usou de exemplo!"

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  67. Estou acompanhando seu blog e devo dizer que achei SENSACIONAL!!!

    Sou psicologa e concordo com esse sentimento de "cientista que virou mãe". Fico furiosa com gente pitaqueira... E o pior é quando o pitaco é daqueles bem senso comum e chega a ser nocivo, como por exemplo, mandar adoçar com mel o chá de uma criança de sete meses!

    Enfim, meus parabéns pela iniciativa!
    E gente como essa dona pitaqueira merece mesmo esse tipo de tratamento! ;)

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  68. Se os adultos educassem seus filhos sem tanto preconceito, não precisaríamos ter que nos preocupar em ter que dar "corretivos" em tanta gente sem noção no mundo. Outro dia me veio uma criatura dizer que tinha que ensinar meu filho a fazer xixi em pé, porque do modo como faz, sentado, não é coisa de menino!!! ele faz do jeito que for mais conveniente! sem neuras. Educar criança é até fácil comparado a essa gente!

    ps. morri de rir lendo o post. me vi fazendo igual. kkkkkkkkkkk...

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  69. Lígia, impossível não gargalhar lendo esse seu texto. Não pela história em si, tão absurda. Tá parecendo a outra que outro dia tirou a minha mão do balanço que eu estava empurrando a minha filha e foi me ensinar como se empurra com as duas mãos. Soco na cara, merece, né?
    Também sou super radical com essa questão do sexismo. E digo a mesma coisa pra minha filha quando alguém diz pra ela que tal coisa é de menino porque é azul: "a mamãe está usando blusa azul, e esta é a minha cor favorita. Sou menino por causa disso?". Só não teria uma resposta tão brilhante na ponta da língua e uma história assim tão engraçada pra contar. Quando a moça tirou as minhas mãos do balanço, eu fiquei tão indignada que não consegui falar nada pra ela. Na próxima eu ligo pra você pra me ajudar a pensar rápido.
    Muito bom, muito bom. Não sei se gostei mais do Astolfo ou do íche íche.
    Beijos

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  70. Arrasou. Sem mais. RI ALTO. beijos coloridos!!!!

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  71. A D O R E I, adorei, adorei e adorei!

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  72. Pois é, de gente que gosta de dar pitaco o mundo tá cheio! Quando eu tive a Sofia eu era muito novinha, e sempre engoli muito sapo de gente pitaqueira, principalmente na família, porque não queria "causar discórdia"... Ah, se fosse hoje!!!

    Mas esses dias aconteceu uma coisa que me deixou muito, muito puta da vida!!!
    Eu e a So estávamos no clube, com minha família. A Sofia estava brincando com a boneca da minha sobrinha, e viu um bebê (ela não pode ver um bebê que fica maluca, dando estrelinhas e duplo mortal carpado, kkkk),e lá foi ela, toda feliz brincar com o bebê... Eis que ela oferece a bonequinha pro neném, ele fica todo curioso, e a mãe, sim, mãe, do bebê vira pra ela e diz: "Não, ele não pode brincar de boneca, ele é menino, brinca de carrinho"!!! Oi??? Não tive dúvidas, soltei rápido um: "Mas que bobagem", e tratei de puxar a Sofia de volta pra onde minha família estava, que eu não tenho o menor interesse em ser educada e conviver com gente imbecil desse tipo!!! Me deu foi dó da criança, já desde neném recebendo uma educaçãozinha sexista ridícula dessas...

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  73. Maravilhoso o seu texto!!!!!!!!
    Amei.......
    que bom seria se esse povo parasse mesmo de dar pitacos na vida alheia ....
    Bjãooooooooo

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  74. Muito bom, muito bom!!!
    Amei! Como avó, como gente e também como escritora que sou! Parabéns. Estou te seguindo!
    http://blogdaeulalia.blogspot.com.br/

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  75. Bom dia! Minha esposa também é uma cientista que virou mãe e sua leitora assídua. Eis que ontem tive o prazer de ter por ela sido chamado para partilhar este seu texto. E que maravilha!
    Em tempo, também sou um cientista que virou pai. Sou pesquisador na área de educação, professor de Biologia. Hoje trabalho com assessoria pedagógica, formando professores, mas também atendendo pais e estudantes. E nesse desafio a temática da sexualidade (sobretudo as questões de gênero) são candentes e recorrentes.
    Queria então saber de você se tenho autorização para utilizar (ler, fazer uso em atividades de formação didática e divulgar em minhas apresentações o seu texto)? É que além de super bem escrito e divertido, ele carrega o comum e doloroso lastro do desafio cotidiano de enfrentamento do crivo social.
    Deixa vai... meu e-mail é marcelofloripa@yahoo.com.br

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  76. Quero deixar meu relato também, quando fiz as compras de material escolar cheguei na loja e pedi para o vendedor:
    Eu: "quero papel crepom, camursa, laminado, etc... de cores variadas".
    Vendedor: "é menino ou menina?"
    eu: "qual a diferença? eu quero cores variadas, azul, amarelo, verde, roxo".

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  77. Adoreeeiiii......rindo horrores.....assinado uma professora de arte que ENSINA que a cor nao pertence a ninguém.......e sim ela é de TODOS...

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  78. Adorei! Me lembrou essa pequenina: http://youtu.be/Lpp4Zt4caZY

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  79. Daí no final de semana fui ao sítio da família do namorado e, dentre os parentes presentes, estava a priminha dele, 4 anos. Ele foi me mostrar o campinho de futebol e a menina: "não posso jogar futebol porque é coisa de menino!". O pai da menina, próximo, falou que claro que ela podia jogar futebol, qualquer um pode jogar futebol. Depois, pegou meu celular pra brincar (cor-de-rosa, mas pq tenho um lado em mim meio brega mesmo :P) e virou toda feliz: "é de menina!!!!". Pior é saber que não foi em casa que ela pegou esses preconceitos...

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  80. MEeeeeeeeeeeU DEUS!!!!!!!!!!!!! AAAAAAMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!!!!! To de cama por um problema cardíaco mas vc me fez rir até ter espasmos na barriga!!! Eu iria amar ter assistido vc dando essa resposta (embora preferisse que esse tipo de situação não ocorresse). Meu marido acaba de chegar e já li pra ele que tb adorou. Com as devidas referências, vou recomendar a muita gente este seu texto.
    O que mais me deixa indignagada, não é nem tanto a falta de non sense dos pitaqueiros, mas a ideia de que eles podem se intrometer e vc não tem direito a resposta!!! Dizem qq M e qdo vc responde, mesmo que mantendo o volume de voz adequado e um vocabulário aceitável, te olham com aquela cara como se vc fosse uma louca desiquilibrada. Fazem aquela cara de vítima onde se pode ler: nossa, eu não falei nada! Se querem se meter que aturem a resposta. Afinal, a mesma regra que os deu "direito " a se intrometer deveria dar o direito a resposta.
    Eu não acrescentariauma vírgula a seu texto e achei sua postura ao responder esse "gnomo" excelente. Achei ótimo vc colocar que não se referia a casos onde a integridade da criança está em jogo.
    Sobre esses seres, que realmente surgem como fumaça kkk, me pergunto se já não saem de casa com a intenção de tirar um do sério! Sabe esse tipo que não pode ver alguém feliz? Acho que cada um, antes de se intrometer, deveria perguntar-se: eu realmente vou contribuir com isso? Tem umas tb que adoram se intrometer na conversa alheia. Será falta daquela coisa de meninos? Tem gente que adora mesmo puxar uma confusão! Pô pegar a menina no braço?Quem autorizou?
    Simancol no lugar de rivotril! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Excelente!!!!!!!!!!!!!! Me admira ninguém que toma rivotril ter vindo reclamar!
    Tem horas que tem que baixar mesmo a cajazeira ou seja lá o que for! Manda uns palavrões mesmo! Bota essa energia ruim pra fora. Eu não permito que pessoas assim me contaminem. Repare como eles se irritam ao perceberem que vc está respondendo de cima do salto. A intenção desse tipo é tirar do sério mesmo!
    Quando tua filha crescer e, vc julgar que é hora de contar esse ocorrido, tenho certeza que ela sentirá muito orgulho.
    Ps: ao ler seu relato senti-me tb desabafando por todas as pitaqueiras que encontrei na vida!
    Virei fã! Um abraço solidário, Michele HDS - Florianópolis.

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  81. Se todos odeiam pitaqueiros, como eles ainda existem? Todos somos pitaqueiros e vítimas, só que apenas nos percebemos enquanto vítimas. Quem nunca fez um comentário sobre algo que não lhe foi perguntado? Ou não olhou com reprovação? A invasão física dessa senhora ultrapassou os limites, é claro, mas os pitaqueiros são úteis, eles mostram opiniões e realidades divergentes. A educação que damos e o que temos pelas ruas, inclusive os pitaqueiros, são o caldo que permitirão que nossas crianças pensem por si mesmas, concordem, discordem e achem seu lugar no mundo. Que atire a primeira pedra quem nunca deu um pitaco.

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  82. eu ainda vou ser mãe, darei o meu melhor para educar meu filho

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  83. olha, depois que virei mãe acabei aprendendo tudo sobre a necessária "cara de alface".
    só que num dia desses que a gente acorda com a pá virada, que o filho não dorme, que a gente tá cansada, no 5º pitaco sem noçáo do dia (vindo de parte das mulheres da família do marido), eu pensei: poxa! elas se metem onde não são chamadas e dizem o que querem e eu não posso responder o que quero? POIS NÃO SENHORAS! EU VOU RESPONDER SIM.
    E comecei a responder. Bem educada e enfática.
    O marido ficou brabo dizendo que eu tinha que ser mais paciente, que são gente idosa e tal.
    "E pq são idosas podem dizer o que quiserem quando e como quiserem, sem me perguntar nada, sem eu querer saber, sendo grosseiras e EU EU EU EU EUE UEUEUEUEUEUEUEUEUEUEICHE ICHE ICHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE NO PUEDO CONTESTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR??? (meu marido é espanhol e moramos na espanha)
    PORRA, MARIDO! PRECISO DO SEU APOIO AQUI CACETEEEE".
    Tem horas que é FODA mesmo.
    Daí, depois disso, quando as véia (hehehe - desculpa sociedade, senhoras idosas mal educadas que ficam se intrometendo de maneira sem noção na sua maternagem são véias chatas sim senhores) vêm dizer absurdezes que ninguém perguntou, ele responde por mim
    <3
    porque amar também é evitar a briga dazmuié da família.
    um beijo, Ligia!

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  84. Muito bom teu texto. Parabéns. Só uma provocação: Não é sexismo achar que Sling é coisa de mulher? Pai tb usa Sling. Eu mesmo usei pra carregar meu filho. Fica aqui a provocação. Ah, visite meus blogs: www.textosparaomundo.blogspot.com e www.memoriaderoqueiro.blogspot.com

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    Respostas
    1. Eu acho sim.
      Aqui em casa não sei quem usou mais, se eu ou meu companheiro.
      Mas por que?
      Abraços!
      Vou visitar suas páginas!
      :)

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  85. ACABEI DE ME TORNAR TUA FÃ, ADOREI SEU TEXTO, E CONCORDO PLENAMENTE CONTIGO, TAMBÉM CRIEI MINHAS FILHAS DA MESMA FORMA, SEM DIFERENÇAS OU PRECONCEITOS.

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  86. Ri muitoooo.... essa digníssima senhora infartaria conhecendo minha pequena que adora tudo AZUL kkkkkkkkk

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  87. Ri litros (me caiu os butiá do bolso, legítima manezinha já kkkk)!!!
    Gente, se alguém "rela" a mão na minha filha e tira o brinquedo dela eu piro!!!!
    Poh, cresci brincando com os carrinho do meu irmão, qui nunca teve essa de brinquedo de menino ou menina, eu era um moleque bagunceiraoque as vezes brincava de boneca kkkkk!!!

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  88. SENSACIONAL!!! Que eu tenha sua presença de espírito quando precisar defender minhas crianças desse preconceito abominável!!! O machismo reproduzido pelas mulheres é taaaao assustador...

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